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Rede terá 34 orquestras de 15 países ibero-americanos

Pablo Pereira

17 de junho de 2022 | 07h47

Quando o argentino Astor Piazzolla desafiava os limites da técnica instrumental tirando sons maravilhosos daquela caixa com fole, palhetas e botões chamada bandoneón, criada na Alemanha no Século 19, fazia um exercício absolutamente excepcional de sua arte num palco cheio de craques de orquestra. Piazzolla tocava cada nota com  paixão e precisão. Genial.

Piazzolla morreu em 1992, aos 71 anos, já vai fazer 20 anos no dia 4 de julho. Mas a maestria deste artista único permanece em músicos e no espírito das orquestras, como se pode ouvir na alma de sete cordas do brasileiro Yamandú Costa, durante a sensacional Milonga – ou no Tango -, parceria com o francês Richard Galliano, também um monstro do bandoneón, ambos regidos pela maestrina Alondra de la Parra na Philarmônica de Paris. Alondra, que é top no ofício, nasceu em Nova York, mas foi criada no México, onde criou orquestra e tornou-se embaixadora cultural.

Pois, agora, todo encanto desses talentos das partituras pode vir a ser uma prazerosa oportunidade de criação de espetáculos musicais a partir da Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas – RIOS, uma notável iniciativa, da qual faz parte a  Osesp. A ideia, que está sendo lançada por esses dias, terá inicialmente 34 orquestras de 15 países, informa no vídeo (clique no link) Francisco Varela, diretor do RIOS.

 

 

 

 

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