Protestos, tensão política e a democracia
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Protestos, tensão política e a democracia

Pablo Pereira

06 Maio 2015 | 15h41

A onda de protestos de oposição ao governo Dilma teve nesta terça-feira, 5, um novo panelaço. A novidade foi que não era a imagem da presidente da República, alvo de outras dessas manifestações em março e abril, que aparecia na TV. Quem estava lá era Lula, pois tratava-se de horário eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Com Lula esteve o presidente nacional do partido, Rui Falcão, ambos defendendo o governo deles, que está sob forte ataque da oposição.

A tensão é tanta que as pessoas não querem nem ouvir o discurso petista. Bastou a imagem de Lula para começar a barulhada. As panelas continuaram a ser espancadas quando Falcão pregou moralidade na vida pública e prometeu punições exemplares para petistas metidos em escândalos de corrupção, pauta obrigatória da imprensa nacional desde meados de 2014, por conta da Operação Lava Jato no caso Petrobrás, depois do rumoroso e demolidor processo do mensalão.

Ouvindo o som das ruas, pensei no clima de tensão política de tempos nos quais a atual situação (PT) era oposição ao PSDB – e quando também costumava fazer seus barulhos pelo País.  Lembrei de uma entrevista, de 1997, publicada no Estado, com João Pedro Stedile, um dos principais organizadores das massas no campo, mobilizador de muito protesto do MST contra o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso – que, como lembra o texto, o recebia no Palácio do Planalto!

Alguém já disse que é preciso olhar o passado para enxergar o futuro. Pois é. Democracia é isto. Governo governa e oposição cobra, fiscaliza, denuncia, pressiona.

Clique na imagem abaixo para ler a entrevista, em página inteira no Estado, de 25 de abril de 1997.

Estadao 1997

http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19970425-37809-nac-0017-ger-a17-not

 

 

 

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