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Pelé ou Maradona: fico com os dois

Pablo Pereira

07 de julho de 2010 | 12h27

Acabou a Copa do Mundo para o Brasil, Dunga é o mais novo Judas brasileiro, as vuvuzelas se calaram na vizinhança e o Anhangabaú vai ficar um tempo sem o verde-amarelo. A cidade volta à normalidade. Não há mais trânsito zero às 10h. A sorte foi que no dia seguinte à derrota da Seleção veio o bálsamo: a Argentina fez um fiasco diante da Alemanha: 4 x 0. Alma lavada para muita gente.

É a velha rivalidade entre os dois povos. Em outros tempo, essa animosidade já foi bem acentuada. Chegou mesmo a haver uma certa desconfiança dos vizinhos de que o Brasil os olhava com interesses colonialistas, coisa que os anos terminaram por sepultar. Nos tempos da consolidação das fronteiras, virada dos séculos 19/20, essa arenga chegou a ganhar contornos diplomáticos severos na disputa por terras travada entre os chanceleres Estanislau Zeballos (1854-1923) e o Barão do Rio Branco (1845-1912) na famosa Questão de Palmas.

Os brasileiros venceram a queda-de-braço, com apoio do governo dos EUA. E o Brasil ficou com as terras que a Argentina dizia serem dela. Mas hoje essas divergências são bem mais brandas. Ficam no terreno da bola, entre Pelé e Maradona. Entre os dois? Fico com os dois. E Buenos Aires é uma bela cidade. São Paulo poderia aprender muito com a qualidade de vida dos portenhos.

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