Paraguai, uma luta contra guerrilha na fronteira com Brasil
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Paraguai, uma luta contra guerrilha na fronteira com Brasil

A cerca de 150 quilômetros da divisa com o Brasil, em Concepción, Paraguai enfrenta uma intensa atividade de guerrilha

Pablo Pereira

24 Setembro 2014 | 14h00

O Paraguai é um país bem interessante. Com cerca de 7 milhões de habitantes, tem mais de 2 milhões na faixa dos 15 aos 30 anos, ou seja, há uma juventude que fala guarani e espanhol desde criancinha e que tem forte sentimento de nacionalidade e grande sede de oportunidades. A inflação paraguaia está na casa dos 4,4%, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 4,8%, segundo revisão recente do Banco Central do Paraguai (BCP), portanto bem acima do movimento da economia brasileira, que deve ficar entre 1,5 e 2%, no máximo, e da média da América Latina e Caribe (2,5%).

El crecimiento del PIB en el año 2014 se sustentará fundamentalmente en la expansión de la ganadería y de su cadena productiva (de la mano del crecimiento de las exportaciones cárnicas), en el incremento de las construcciones, tanto públicas como privadas, en el sector industrial, así como también en el moderado aumento esperado de la agricultura, hecho positivo, principalmente después de la zafra record registrada en la campaña agrícola 2012-2013“, diz trecho de análise de

Documento

, que exceto por duas ou três palavras espanholas (ganadería, que é gado; cárnicas, relativo a carnes; e campaña (temporada), soa alto e claro.

O Paraguai é bem dependente da exportação, principalmente de carnes, para Rússia, Chile, que vem ganhando mercado, e Brasil. O Brasil fechou 2013 com participação de 10% do mercado paraguaio de carnes, mas já em fevereiro detinha a fatia de 13%, segundo dados oficiais do governo do presidente Horácio Cartes, datados de abril. 

Mas o velho Paraguai, nosso vizinho sofrido, arrasado pela guerra do Século 19, também carrega às costas um pesado fardo bem conhecido do atual debate politico na campanha eleitoral brasileira, a desigualdade. De acordo com dados da ONU, citados na imprensa paraguaia, o país tem metade da população vivendo em situação de pobreza. E também altos índices de corrupção, a praga que prejudica a imagem do país e baixa a estima dos paraguaios que gostariam de ver seu país não somente melhorando de vida, mas também atraindo atenções por suas peculiares características culturais e sua capacidade de produção de riquezas.

Essa carga da pobreza acaba por escorregar também no abandono de áreas mais rurais do país, como a região do norte, atualmente castigada por intensas atividades militares de combate a um grupo guerrilheiro que só enxerga saída no confronto armado. O departamento de Concepción – o Paraguai tem 17 departamentos (estados) – é o atual epicentro dessa discórdia nacional. Moradores de lá dizem que Assunção ignora a região, olha-os com discriminação e os abandonou há anos. 

Desde o final dos anos 90 que essa rixa política vem se transformando em radicalismo ideológico. É lá nas terras do norte que surgiu o Exército do Povo do Paraguaio (EPP), grupo de orientação marxista leninista, como eles mesmo se denominam em seus vídeos de propaganda no Youtube, que descambou para a prática de sequestros e extorsão como forma de arrecadar dinheiro para financiar sua “revolução socialista pelas armas”. Sim, bem aí do nosso lado, a 150 quilômetros de Ponta Porã, no Brasil, há uma intensa atividade de guerrilha, um clima de insegurança pública que assusta a população ao cair da tarde e à noite, hora mais esperada para os ataques da guerrilha. 

O caso mais recente é o sequestro do jovem Arlan Fick, de 16 anos, filho do fazendeiro brasileiro Alcido Fick, que já completa 175 dias, ou seja, quase seis meses, em cativeiro. No sequestro de Arlan, no dia 2 de abril, em Azotey, perto da estrada Ruta 3, que liga Assunção à Ruta 5, acesso a Concepción, dois guerrilheiros foram mortos no tiroteio com uma patrulha das forças regulares do Paraguai. Este foi o quinto sequestro para extorsão desde 2001.

Combatida à bala pelo governo Cartes – desde sexta-feira pelo menos 4 guerrilheiros foram mortos em Arroyito, distrito de Horqueta, em operações militares de buscas-, a guerrilha já perfilhou. Dela saiu a Associação Campesina Armada (ACA), grupo ainda mais radical, que desafia as forças públicas atacando postos de polícia e espalhando medo entre moradores, principalmente os fazendeiros brasileiros que movimentam a economia da região com suas produção agrícola.

Na semana passada, o Estado esteve na área de conflito, a menos de dois quilômetros, em linha reta, da zona rural atacada na sexta-feira por soldados e policiais da Força Tarefa Conjunta (FTC), criada por Cartes para o enfrentamento com a guerrilha.  Nesta terça-feira, Cartes esteve na região para mostrar apoio à repressão da guerrilha, segundo imagens cedidas a jornais como ABC Color e Última Hora, de Assunção.

Abaixo, íntegras revisadas de textos publicados no Estado do último domingo, 21/09.

Guerrilheiros fazem filho de brasileiro refém político e são caçados no Paraguai

Violência. Operação de combate ao Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo marxista que mantém Arlan Fick, de 16 anos, em cativeiro há 172 dias, matou só na sexta-feira três guerrilheiros. ‘Estado’ acompanhou preparativos da operação em Concepción

Pablo Pereira / TEXTOS

Clayton de Souza / FOTOS

ENVIADOS ESPECIAIS A SAN PEDRO DEL YACUAMANDYU

O que era para ser mais uma ação guerrilheira para financiar o Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo marxista radical que atua em Concepción, no norte do Paraguai, está se transformando em uma complicada operação política e militar no país. Com Arlan Fick, de 16 anos, filho do produtor rural brasileiro Alcido Fick, em cativeiro há 172 dias, a guerrilha recebeu o resgate pelo sequestro, mas se nega a libertar o rapaz. Os guerrilheiros dizem agora que só negociam a libertação com a troca do refém por líderes do EPP que estão presos em Assunção, enfrentam o Exército à bala e assustam a comunidade brasileira local.

Na sexta-feira, um combate entre forças oficiais do Paraguai e o EPP levou mais insegurança às vilas à beira da Ruta 3, estrada que liga a capital federal com a Ruta 5, acesso à capital do Estado de Concepción. O confronto terminou com pelo menos três mortos e dois helicópteros atingidos por tiros de guerrilheiros, em Arroyito, distrito de Horqueta, vizinha de São Pedro de Yacuamandyu, a 320 quilômetros de Assunção.

O tiroteio começou com uma operação de buscas por Arlan em um acampamento guerrilheiro na zona rural de Arroyito. A Força Tarefa Conjunta (FTC), grupo especial de combate criado pelo governo do presidente Horácio Cartes para prender os sequestradores, cercou o local com auxílio de quatro helicópteros. Depois do conflito, a tropa continuou as buscas por guerrilheiros feridos durante todo o dia de sábado.

Sequestro. Arlan foi sequestrado pela guerrilha no dia 2 de abril, durante outro tiroteio na Vila de Azotey. A família diz que no dia 12 de abril pagou o resgate exigido: US$ 500 mil. O EPP queria ainda a distribuição de US$ 50 mil em alimentos (açúcar, farinha, arroz, azeite e outros víveres) para as Vilas de Arroyito e Nueva Fortuna e a divulgação de um vídeo no qual a líder do EPP, Liliana Villalba Ayala, conhecida como comandante Anahy Ayala, exaltava a ação guerrilheira de dois companheiros mortos no sequestro de Arlan.

Na quinta-feira, o Estado esteve na região de Azotey e acompanhou a preparação dos militares para a operação. “Temos 40 homens preparados na comissaria”, disse um oficial que há mais de um ano comanda o posto policial do entroncamento – que os paraguaios chamam de “cruce” – de acesso à Vila de Tacuati.

Medo. O local, protegido por trincheiras de sacos de terra, já foi atacado a tiros da guerrilha duas vezes, fica a menos de 6 km do local da batalha da manhã de anteontem. A tensão na área assusta brasileiros e seus descendentes, os brasiguaios, que vivem na região. No sequestro de Arlan, os epepistas foram surpreendidos por uma patrulha da FTC. No tiroteio, na noite da captura do rapaz, morreram dois guerrilheiros: Bernardo Bernal, conhecido como tenente Coco, e Claudelino Silva, o camarada Victor, e um soldado das forças oficiais.

Com o sequestro de Arlan, são cinco os casos de extorsão pelos guerrilheiros – que dizem lutar contra o imperialismo, exaltam Francisco Solano Lopez e o ditador José Gaspar Rodriguez Francia (heróis paraguaios do Século 19) e querem expulsar colonos estrangeiros.

O primeiro sequestro do grupo para extorsão aconteceu em 2001. Maria Edith Debernardi foi capturada nos arredores de Assunção. Outros dois casos tiveram como vítimas os produtores rurais paraguaios Fidel Zavala e Luis Lindstron.

O caso mais dramático foi o de Cecília Cubas, de 32 anos, filha do ex-presidente Raúl Cubas Grau e da atual senadora Mirtha Gusinky. Cecília foi capturada pelo EPP em setembro de 2004. O corpo dela foi encontrado em um túnel em fevereiro de 2005. Pelo crime, a Justiça paraguaia condenou Alcides Oviedo Britez e a mulher dele, Carmen Villalba, a 35 anos de cadeia. Britez é o principal chefe do EPP e comanda a guerrilha da prisão.

Depois do pagamento do resgate de Arlan, foi da cadeia que o condenado Britez anunciou que o filho do fazendeiro brasileiro passaria a ser moeda de troca por militantes do EPP que estão condenados. “Com isso, o caso de Arlan passou a ter outra conotação política”, resumiu na quinta-feira uma autoridade paraguaia. “E isso complicou muito o quadro, que já era grave”, disse a fonte.

Nos últimos meses, por diversas vezes a família Fick pediu, em comunicados, que os guerrilheiros cumprissem com a promessa de soltar o rapaz. Mas a guerrilha emudeceu. Arlan é paraguaio de nascimento. Mas segue tradições brasileiras. É torcedor do Internacional de Porto Alegre, como o pai, Alcido, um colono de Santo Cristo, localidade gaúcha da fronteira com Santa Catarina, que migrou para Ponta Porã e, em 1982, foi viver de lavouras no Paraguai.

Sem informação do filho, os Fick chegaram à beira do desespero. Alcido não dá entrevistas. Teme represálias. Na escola onde Arlan estudou, na Ruta 3, uma faixa branca pede “Liberen a Arlan”.

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Religioso critica

operação militar

‘contra inocentes’

Monsenhor diz que FTC atacou família que não tem ligação com guerrilha. Governo atua para defender operações

A onda de repressão aos guerrilheiros marxistas do Exército do Povo Paraguaio (EPP) na região de Concepción, norte do Paraguai, descambou para a matança de inocentes. A opinião é do monsenhor Lucio Ortiz, da Diocese de Concepción, criticando incursões da Força Tarefa Conjunta (FTC) na caçada a militantes da organização de extrema esquerda que sequestrou Arlan Fick em abril.

“A polícia cometeu um erro estratégico grave em Kurusú de Hierro”, disse o religioso na quarta-feira, em Concepción, referindo-se ao ataque feito pela FTC no dia 12 de setembro na localidade de Kurusú de Hierro contra a casa da família Ovelar. Identificados pela polícia como parentes de Noel Adalberto Ovelar, procurado pelo sequestro do fazendeiro paraguaio Fidel Zavala em 15 de outubro de 2009, na fazenda Dona Mabel, em Paso Barreto, Concepción – libertado em 17 de janeiro de 2010, depois de 94 dias de cativeiro e o pagamento de US$ 550 mil – seriam aliados do EPP.

Os Ovelar foram cercados à noite. De acordo com a polícia, havia a informação de uma reunião de líderes do EPP no local. No ataque, morreu Hermenegildo Ovelar. Ficaram feridos Maria da Glória Gonzalez e Marcos Ovelar, que morreu dias depois no hospital. Familiares dos mortos, porém, negam ligação com os guerrilheiros.

Ortiz lembrou que o vigário Pablo Cáceres, que também trabalha em Concepción, conhece a família. “Ele esteve na casa deles depois do ataque da FTC. São pessoas que nada têm de ligação com os sequestradores de Arlan nem com guerrilha”, afirmou o monsenhor, acrescentando que a região sofre com o abandono por parte dos governo de Assunção.

Ortiz disse que acompanha a situação da família Fick, que vive em Paso Tuya, vizinha de San Pedro. “Há um clima de inquietação entre as famílias, que temem represálias na região”, disse o religioso. “Nesta hora os pais ficam desesperados. É preciso ter fé e esperança na libertação de Arlan”, pregou.

Na semana passada, o presidente Horácio Cartes visitou a cidade para demonstrar presença do poder central. Ele fez questão de declarar apoio ao ministro do Interior, Francisco de Vargas, responsável pelas operações contra o EPP e que estava sob fogo cerrado das críticas pelo ataque na localidade de Kurusú de Hierro.

De acordo com autoridades policiais, há provas da ligação dos guerrilheiros com o narcotráfico, principalmente com traficantes de maconha. O Paraguai é o principal fornecedor da droga para o Brasil. E o grupo dos irmãos Alfredo e Albino Jara Larrea, responsável por um outro ataque, no início de setembro, à Fazenda La Novia, na região de Concepción, teria ligações com o crime organizado brasileiro. Policiais afirmam que um dos soldados do ACA, Ruben Dario Lopez Fernandes, fugiu da Cadeia de Concepción ajudado por integrantes do Primeiro Comando Geral (PCG), de Santa Catarina, que exporta maconha para o Brasil.

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Contra investida do bando,

brasileiros se recusam

a deixar país

Produtores disseram que vão continuar a trabalhar e depositam esperança na força-tarefa do governo paraguaio

A guerrilha de extrema esquerda, que pressiona o norte do Paraguai, não vai afastar os produtores rurais brasileiros e seus descendentes da região, que tem população calculada em cerca de 300 mil pessoas. A afirmação é do agricultor Ivo Pigosso, que cultiva soja e milho, além de criar gado, em terras de San Pedro e Santa Rosa del Aguaray.

“Estamos aqui no Paraguai há anos. Nossos filhos e netos são paraguaios. Fizemos investimentos e a vida trabalhando aqui”, afirmou Pigosso, que tem também lavouras vizinhas à área na qual o Exército do Povo Paraguaio (EPP) atua.

“Essa pressão toda começou tem uns 6 anos, no governo do (ex-presidente e hoje senador Fernando) Lugo”, disse o produtor. Lugo foi destituído da Presidência paraguaia pelo Senado em 2012. Horário Cartes, sucessor dele pelo voto, acaba de completar um ano no poder.

“Não vamos embora, não”, disse o fazendeiro. Para ele, o clima é de insegurança, mas os produtores não devem deixar as propriedades. Pigosso concorda que a existência do EPP na região torna o ambiente tenso, mas ressalta que os produtores confiam no governo Cartes para uma solução. Morando na área há 25 anos, ele garantiu que não pretende abandonar o país. “Quem trabalha vai continuar produzindo”, disse.

Depois do impacto do sequestro na opinião pública, o governo paraguaio enviou à frente de combate ao EPP três blindados, 50 metralhadoras e 300 pistolas como reforço. Na quinta-feira, um dos blindados estava estacionado à beira da Ruta 3, em uma demonstração de força perto de Santa Rosa del Aguaray.

O blindado é usado à noite em patrulhas ou em operações de confronto, como ocorreu em Arroyito, distrito de Horqueta. “Os ataques do EPP são mais à noite”, disse Cláudio Cabrera, oficial da Polícia Nacional. “Mas já houve emboscada até com sol alto”, explicou o policial, que já perdeu dois de seus homens em combate e teve pelo menos outros quatro feridos. “É perigoso andar por aí sem escolta”, alertou.

Com 66 identificados,

grupo pode ter

centenas de aliados

Divergência interna na guerrilha provocou o surgimento de um braço mais radical, os campesinos armados

O grupo de guerrilheiros do EPP não tem mais do que uma centena de militantes em operação na região de Concepción, a 400 quilômetros de Assunção. A avaliação é de investigadores da Força Tarefa Conjunta (FTC), grupo integrado por agentes do Exército, da Polícia Nacional e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). Identificados, com pedidos de prisão, mortos ou presos, os guerrilheiros somam 66.

A preocupação das autoridades paraguaias, porém, é com o crescimento da rede de apoio ao EPP na região. Os principais líderes da guerrilha, que operam nas matas do norte do país, são Osvaldo Daniel Villalba Ayala, Manuel Cristaldo Mieres, Magda Maria Meza Martinez e Liliana Elizabeth Villalba Ayala, que é a porta-voz do grupo. Todos são cidadãos paraguaios. Osvaldo e Liliana são irmãos de Carmen Villalba, mulher do principal dirigente do EPP, Alcides Oviedo Britez, preso em Assunção, condenado por sequestro.

Nos últimos dias, segundo a FTC, uma divergência interna na guerrilha provocou o surgimento de um braço mais radical. O novo grupo continua ligado ao comando central, mas atua com autonomia. É liderado pelos irmãos Albino e Alfredo Jara Larrea, que aparecem com capuzes com a inscrição ACA. De acordo com informações da inteligência paraguaia, os Larrea agem em separado por serem mais “sanguinários” do que o núcleo principal do EPP, controlado pelos Villalba.

Com os três mortos da operação de sexta-feira, são nove os guerrilheiros abatidos em combate com forças oficiais. Em vídeos encontrados em computadores de militantes do EPP, mostrados na TV paraguaia, é possível ver que os guerrilheiros gravaram treinamentos na selva e também o recebimento de resgates milionários, como o de Fidel Zavala. As imagens mostram quando uma sacola com dólares é jogada de um avião sobre coordenadas indicadas por Osvaldo, que comemora o pagamento e promete liberar o sequestrado.

LEIA MAIS:

OS SEQUESTROS COMO FONTE DE RENDA DA GUERRILHA PARAGUAIA

1- Maria Edith Bordón de Debernardi, paraguaia

Em novembro 2001, quando caminhava em um parque em Luque, região de Assunção. Durou 64 dias. Foi libertada em fevereiro de 2002, em Assunção. Resgate: US$ 1 milhão.

 2- Luis Alberto Lindstron Picco, paraguaio

Produtor rural, sequestrado em sua fazenda, La Brasilerita, em Kurusu de Hierro, Concepción, em 31 de julho de 2008. Libertado em 12 de setembro de 2008, depois de 44 dias em cativeiro. Resgate pedido: US$ 3 milhões. Mas sequestradores baixaram preço para US$ 300 mil, depois US$ 130 mil.

3- Cecília Cubas, paraguaia

Filha do ex-presidente Raúl Cubas Grau, 21 de setembro de 2004, às 18h45, em San Lorenzo, região de Assunção. Resgate não foi pago. Cecília foi assassinada no cativeiro. Corpo encontrado em 16 de fevereiro de 2005. Resgate pedido: US$ 3 milhões.

4- Fidel Zavala, paraguaio

Fazendeiro, sequestrado em 15 de outubro de 2009, na fazenda Dona Mabel, em Paso Barreto, Concepción. Foi libertado em 17 de janeiro de 2010, depois de 94 dias. Resgate pedido: US$ 5 milhões. Pagamento foi de US$ 550 mil.

5- Arlan Fick Bremm, paraguaio, filho de brasileiros

Filho do fazendeiro Alcido Fick, Arlan foi sequestrado no último dia 2 de abril, durante um ataque do EPP à fazenda dos Fick em Azotey, San Pedro de Yacuamandyu, departamento de Concepción. Arlan está desaparecido. Resgate pedido: US$ 500 mil em dinheiro, mais US$ 50 mil em mercadorias quie foram distribuídas nas comunidades de Arroyito e Nueva Fortuna, nas quais viveram os dois guerrilheiros mortos no confronto da noite do sequestro.

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Fonte: Força Tarefa Conjunta/Ministério do Interior do Paraguai