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Os jovens, o jornalismo e mundo digital

Pablo Pereira

24 de março de 2015 | 22h26

Uma pesquisa americana, do American Press Institute e Associated Press- NORC Center for Public Affairs Research, publicada em português nesta terça-feira, 24, no jornal Folha de S.Paulo, mostra uma notícia boa, e outra nem tanto. A primeira conclusão (a boa) é a de que jovens estão consumindo notícias: 69% consomem notícia todos os dias. Nos fóruns de jornalismo dos últimos anos foi comum e corriqueiro se ouvir que um dos gargalos do setor, para empresas e redações, era justamente a debandada da moçada da leitura do noticiário de jornais, atraída que era por outros  conteúdos em mídias alternativas, como web, tablets, smartphones. Pois a constatação agora é que a coisa não é bem assim. Ou não é “mais” bem assim.

A segunda informação relevante (a ruim) é a de que eles, os pesquisados, 1.046 adultos com idades entre 18 e 34 anos, querem mais notícias, sim, porém, quando se interessam por um assunto encontrado nas redes sociais, vão buscar informação complementar não em sites de notícias, mas em sites de busca. E isso é preocupante. Por dois pontos:

1. No momento de consolidar a informação, de formar opinião, as casas de jornalismo perdem público para o chamado “Dr. Google” e seus primos ou similares.

2. Está aí um sinal de que as casas de jornalismo não estão oferecendo conteúdo jornalístico, análises, contextualização, profundidade, enfim, qualidade na informação. E, portanto, estão, mais uma vez, perdendo, neste caso, a oportunidade de manter ou cativar leitores.

 

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