As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

ONU destaca déficit de aprendizagem infantil e vascaínos festejam apoio à causa LGBT+

Pablo Pereira

25 de junho de 2022 | 08h56

A ONU apresentou nesta semana dados alarmantes sobre o impacto da pandemia na educação das crianças. Na América Latina, incluindo o Brasil, e Caribe quatro em cada cinco dos pequenos que estão na sexta série das escolas não conseguem ler e entender um texto simples.

A região já sofria com um déficit de aprendizagem, mas o fechamento das escolas, provocado pela expansão da doença, agravou o quadro. Os estudos sobre a pobreza na aprendizagem envolvem dados do Banco Mundial.

O retrocesso na educação é uma tragédia. Certamente, esse atraso vai acompanhar os alunos por toda a vida. De acordo com os estudos, o impacto na vida dessas crianças vai representar uma redução de pelo menos 12% da renda que poderiam obter no futuro, ou seja, vai ter reflexo na existência de seus filhos.

De acordo com o material da ONU, “apenas a África Subsaariana tem índices mais altos de pobreza de aprendizagem” com 9 em cada dez estudantes incapazes de compreender um texto lido no fim do ensino fundamental. Enquanto isso, os brasileiros acompanham os escândalos da política no MEC, com gente gastando dinheiro com bíblias e sendo presa pela Polícia Federal, sob ordens judiciais, em inquéritos que apuram corrupção no governo federal.

AVANÇOS. Na busca por engajamento da sociedade e apoio para marginalizados e minorias, até parcerias com clubes de futebol estão sendo realizadas. O Acnur acaba de fazer, por exemplo, parceria com o famoso Barcelona para plano de ajuda a crianças refugiadas.

Mas nem tudo que é apontado pela ONU no País é notícia ruim. O Acnur, o organismo de acompanhamento dos movimentos de populações em migração e refugiados, destaca o trabalho do Estado de Roraima, que recebe populações em deslocamento migratório. Em abril, eram mais de 7 mil indígenas da etnia warao beneficiados com as políticas de acolhimento no Estado que faz fronteira com a Venezuela.

E uma novidade no Brasil: na noite de ontem, sexta-feira, 24 de junho, o brasileiro Vasco da Gama lançou campanha em defesa dos direitos dos movimentos LGBT+ colorindo seu estádio, no Rio de Janeiro, com muita festa na torcida e bandeirinhas de arco-íris no campo, símbolo consagrado do apoio à causa. Parabéns aos vascaínos que, aliás, venceram o Operário por 3 a 0.

(texto atualizado às 10h)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.