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Ode à imigração, legado dos “pintores proletários”

Pablo Pereira

21 Julho 2016 | 17h03

Estava eu lendo um texto de Enock Sacramento (catálogo da exposição “Grupo Santa Helena 80 Anos”, ProArte Galeria) sobre um grupo de artistas plásticos paulistanos – Bonadei, Pennacchi, Zanini e Balloni (parece escalação do ataque da seleção da Itália!) -, quando o autor lembrou que um deles, Rebolo, descendente de espanhóis, foi jogador do Corinthians em 1922. Eram os “pintores proletários”, segundo Mário de Andrade, à época desdenhados pelos “modernos”. Lá estavam também Volpi, Rizzotti e Graciano. E o filho de portugueses Manoel Martins, escreve Sacramento. Quem desse timaço não jogou o popular futebol, bateu um bolão com pincéis, tintas e telas. Essa turma, os santelenistas, retratou o modo de vida paulista das décadas de 30 e 40 para a frente. Casarios, folclore, fábricas, fazendas, retratos e naturezas mortas com pera, uva e fruta do conde. A cara de São Paulo. E ainda tem gente que é contra imigração.

 

 

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