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O Brasil visto de fora: Ave Maria!

Pablo Pereira

23 de janeiro de 2016 | 05h45

O Brasil é legal, nossa Terra Natal e tal, mas, meu amigo, é dura a vida de brasileiro quando conversa com estrangeiros. Reencontrei um amigo irlandês que esteve no Brasil na época da Copa do Mundo, junho de 2013. Ele confessou que não pensa em voltar tão cedo ao afamado país do samba e da bola.

Com todo o cuidado, próprio de gente educada e gentil, deu uma volta no convite que lhe fiz para uma visita a São Paulo. Mostrou-se agradecido, elogiou o país etc, mas acabou revelando, ao ser espremido, que sentiu medo de andar nas ruas. E contou que, ao retornar a Vancouver, onde mora, deu-se conta, ao usar o celular no exemplar transporte público da cidade canadense, que estava aliviado em poder telefonar em público sem o temor de ser roubado.

O pior é que não dá nem para reclamar da má impressão que o meu amigo gringo tem desse nosso país da folia, do borogodó, do algo mais. Quando viajou, o Brasil nem estava na pindaíba de agora. O homem de Wicklow, com seus cabelos e barbas ruivas, fez questão de ponderar, talvez para não me deixar desconcertado, que em seu país, como no meu, houve político que meteu a mão na coisa pública – “of course” – e que lá existiu um sistema inteiro que fazia cara de paisagem.

Mas, cá entre nós, ele tem razão sobre o Brasil. É muita desonestidade e malandragem juntas. Nas ruas, no futebol, nos governos, no Congresso…

Achei melhor mudarmos de assunto. Passamos a falar sobre a paz na Colômbia.

Como dizia o “abuelo” Francisco, um idoso agricultor que entrevistei no mato perto de Medellín: Ave Maria!

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