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Em vídeo, refém de guerrilha do Paraguai pede intervenção do Brasil

Pablo Pereira

23 de outubro de 2014 | 19h06

 A primeira prova de vida de Arlan Fick, 17 anos, filho do produtor rural brasileiro Alcido Fick, foi divulgada nesta quinta-feira em vídeo preparado pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo guerrilheiro de orientação marxista que opera na região norte do Paraguai. No vídeo, divulgado no Youtube e no jornal Última Hora, de Assunção, Arlan pede a intervenção do governo brasileiro. “Peço ao governo brasileiro que garanta minha vida quando a guerrilha me libertar”, diz o jovem, afirmando que teme por ser testemunha de crime cometido por forças regulares do Paraguai no dia de sua captura, em 2 de abril. Depois, manda um recado aos pais dizendo que está bem.

O vídeo foi gravado pela guerrilha no último sábado, dia 18. Para comprovar a veracidade da data da gravação, Arlan cita o dia 16, dia do assassinato do jornalista Pablo Medina, em uma emboscada, que a polícia paraguaia diz ter o envolvimento de narcotraficantes. As imagens do vídeo do EPP mostram ainda o policial Edelio Morínigo, que foi sequestrado em 5 de julho. Ao lado de Arlan e cercado por bombas, Morínigo também envia um recado. Arlan está há mais de 200 dias em poder do EPP.

Desde o último dia 14, quando venceu o prazo dado pela guerrilha para a troca de Morínigo por guerrilheiros que estão presos, a família do policial vive o drama diário da falta de informações. A guerrilha havia ameaçado executar o policial, que é mantido em cativeiro como “prisioneiro de guerra”.

 Veja o vídeo no Youtube.

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