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Nem tudo é discórdia na “Terra Brasilis”. Acordo prepara área para etnia Atikum no Mato Grosso do Sul

Pablo Pereira

19 Novembro 2013 | 16h47

Nem tudo é discórdia no mundo dos índios que lutam por áreas ancestrais – lá dos tempos da Terra Brasilis, de Lopo Homem – e que há décadas são ocupadas por fazendeiros e outros produtores agrícolas país afora. No Mato Grosso do Sul (MS), um consenso anunciado hoje entre a prefeitura de Nioaque e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) vai beneficiar uma centena de pessoas da etnia Atikum.

O documento, com o aval do Ministério Público Federal (MPF), “prevê a permuta de uma área da União de 251 hectares no município de Caracol (MS) para a prefeitura de Nioaque, responsável por vender o imóvel e adquirir outro em seu município”. A área a ser adquirida será registrada em nome da União.  “Com usufruto para os indígenas”, informa o MPF.

Esse é um modelo de arrumação que tem sido pregado como caminho para o desarme de dezenas de conflitos potenciais existentes naquele pedaço e que envolvem também as etnias guarani e terena. Pelo trâmite da coisa a partir de agora as partes (oficiais) têm 3 anos para fechar negócio com uma terra que os indígenas ajudarão a encontrar.

Para lembrar, o belíssimo Mapa de Lopo Homem é de 1519. O historiador português Jaime Cortesão (1884-1960) dizia em 1956, no Estado, que o documento era uma das provas de que as costas brasileiras já tinham sido ostensivamente frequentadas – e exploradas – quando se anunciou a “descoberta”.

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