As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mulher faz a diferença contra a fome, diz ONU

Pablo Pereira

07 de junho de 2022 | 09h49

O mundo precisa superar uma questão básica fundamental para ser um lugar bom de se viver. Precisa discutir a relação, como se diz na gíria, manter uma DR geral para avançar na participação das mulheres na sociedade. Mulher, pela natureza, tem uma visão diferente da vida. A maternidade humaniza as mulheres, dá a elas a chance e a possibilidade da criação da vida.

Neste sentido, é preciso superar a desigualdade de gênero para que o mundo se liberte de problemas graves como a miséria e a fome, por exemplo. Sobre essa necessidade de igualdade das “minas” com os machos, muitos dos quais as espancam, oprimem e até matam por julgá-las uma propriedade, a ONU divulgou, na semana passada, posição do diretor-geral da entidade para Alimentação e Agricultura, QU Dongyu, expressada em documento oficial.

Se queremos construir sistemas agroalimentares que beneficiem todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás, devemos superar a desigualdade de gênero”, disse o homem, que é chinês, filho de arrozeiros, diretor da FAO, segundo material distribuído pela ONU.

“As mulheres são atores-chave nos sistemas agroalimentares e contribuem de forma significativa no desenvolvimento agrícola e rural”, afirmou no discurso no Diálogo Inaugural de Alto Nível, em reunião do chamado Coalizão Alimentar, fórum criado em 2020, que já foi reconhecido em 2021, no G20, em declaração feita em Roma.

Um relatório desta articulação mundial contra a miséria dá conta do tamanho do buraco: são 193 milhões de pessoas passando fome em 53 países – 11 milhões morrem por razões ligadas à subnutrição.

No Brasil, o crescimento da fome é evidente. O País voltou recentemente ao mapa da fome, como mostrou o Estadão.  Em São Paulo, é visível. É triste o cenário da miséria na maior e mais rica metrópole brasileira, agravada também pela crise da pandemia. No resto do mundo, a guerra da Rússia, na Ucrânia, dá tom de desespero e escancara a urgência disso. Reportagem do The New York Times também mostrou que a guerra é um drama feminino – 90% dos ucranianos desalojados, que sobrevivem em abrigos da Polônia, são mulheres e crianças.

É aí que a mulherada entra como fundamental, com sua consciência de que sem alimento, a prole, a criançada, não tem nenhuma chance. Mas o sr. Dongyu ressalta: “Em todos os lugares, as mulheres rurais enfrentam restrições baseadas em gênero que limitam seu potencial”.

 

Tudo o que sabemos sobre:

mulherONUFAOfome

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.