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MPF e PF desarmam fazendeiros após morte de indígena no MS

Pablo Pereira

22 Agosto 2016 | 14h08

A tensão no sul Mato Grosso do Sul é grande. Conflitos étnicos e fundiários da região, envolvendo disputa por terras entre indígenas e fazendeiros, descambaram para a violência e o clima na área é de apreensão. Balanço de operação do Ministério Público Federal do Estado (MFP-MS), com apoio da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira, 22, informa que foram apreendidos 2 revólveres, 1 pistola, 1 rifle e 7 espingardas, além de 310 cartuchos de diversos calibres, em casas e fazendas de proprietários rurais.

A operação policial é parte da investigação sobre o ataque a indígenas da comunidade Tey Kuê, em Caarapó, a 273 quilômetros de Campo Grande, em junho. Na invasão a acampamento indígena, que tinha cerca de 50 pessoas, 9 indígenas foram feridos e um morreu. Os índios haviam entrado na fazenda Yvu, que alegam estar em área indígena (Terra Indígena Dourados Amambaipeguá). E foram expulsos do local pelos proprietários. Um mês depois, outro conflito na área deixou mais três indígenas feridos.

A Justiça já autorizou a prisão de cinco proprietários de terras. Quatro foram recolhidos à Penitenciária de Dourados na última quinta-feira (18). Na semana passada, a Justiça determinou ainda a busca e apreensão de armamentos em residências de proprietários e nas fazendas. A Força Tarefa Avá Guarani, que executou os mandados judiciais, foi formada após requerimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em 10 meses de atuação, segundo o MPF do MS, 12 pessoas foram indiciadas por formação de milícias contra indígenas – quatro estão presas.

 

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