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Mensalão e Russomanno darão tom do segundo turno em SP

Pablo Pereira

08 Outubro 2012 | 01h43

Ainda era noite de domingo quando se soube que José Serra e Fernando Haddad haviam passado para o segundo turno da eleição em São Paulo. E ainda não havia acabado a apuração e o candidato tucano já sinalizava o tom que espera para o próximo embate: discutir o mensalão.

Nos próximos dias as atenções estarão voltadas para o plenário do Supremo Tribunal Federal. Líderes importantes do PT, como José Dirceu, estão na reta dos ministros do STF. E Serra aposta nisso como desgaste político de Haddad. Por seu lado, o candidato petista e seu padrinho Lula tentarão demonstrar que o tema não tem relação com a vida do eleitor na cidade.

O que é certo, pelo menos por enquanto, é que o bombardeio do mensalão não foi assim tão efetivo contra Haddad, já que o candidato manteve-se na margem histórica dos cerca de 30% do eleitorado que o PT tem na cidade mesmo depois da contundência das decisões que emergiram do STF nos últimos dias. Nessa balada, a chapa vai ter de esquentar bastante no STF nos próximos dias para que as fichas de Serra virem valor.

Até lá, o que se tem mesmo como relevante é o preço que o candidato Celso Russomanno, que por mais de mês liderou as pesquisas e foi relegado a terceiro plano pelo eleitor paulistano, vai querer por seu espaço político. Russomanno fez uma bela votação. Alcançou 1.324.021 votos, 21% do eleitorado da capital. E pelo menos no primeiro momento esse desempenho é que pode estabelecer a diferença na campanha que segue até o dia do juízo derradeiro, dia 28.

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