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Megaeventos e o novo mundo da comunicação dos jovens

Pablo Pereira

25 Janeiro 2016 | 19h18

Quando você vir por aí na rua, no shopping, metrô, praia, aqueles meninos e meninas digitando com dois dedos – catando milho, como se dizia antigamente nas aulas de datilografia – freneticamente num celular, não torça o nariz. Eles parecem jovens solitários em êxtase com aparelhos insensíveis, mas não é bem isso que está acontecendo ali.

Eles estão produzindo informação. Pode ser em pequenas comunidades familiares ou em suas redes de amigos – alguns têm milhares de “amigos”, que na verdade são pessoas interessadas no seus modos de vida ou no que eles fazem. É a novidade das novas mídias com seus haicais – tipo Millôr, tá ligado?

E é bem provável que estejam no Snapchat publicando textos curtos e takes rápidos de imagens captadas dali mesmo do aparelho revelando seu mundo hipermoderno num aplicativo de smartphone. A coisa é tão violenta que a cada dia ganha adeptos entre grandes corporações jornalísticas globais como CNN, Daily Mail, People, BuzzFeed, Mashable, além de eventos como o Sundance Film Fest, por exemplo, e os midiáticos e poderosos jogos da NFL com seus superastros – tipo o marido da dona Gisele, Tom Brady, que joga no Patriots e neste domingo apanhou do Broncos, de Denver, por 20 a 18. Está tudo lá, por 24 horas, para acessos quando melhor lhe aprouver.

Quem pensa que se trata de informação “superficial” pode começar a rever seus conceitos. Se o pessoal da milionária indústria da informação americana está cobrindo NFL e colocando lá seus conteúdos é porque há alguma coisa aí que dá samba, grana, bufunfa. Lembrem-se do que se dizia do rádio e da TV, tachados de veículos superficiais.

Pois aí está uma nova maneira de comunicação, que talvez não tenha nada de rasa, ao contrário, vá mesmo é ampliar o universo de conhecimento desses futuros consumidores e bombar a comunicação de massa. E hoje se espalha como fogo em rastilho de pólvora. Nesse mundo, quem não está dentro, literalmente, está fora!

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