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Legados de março e abril

Pablo Pereira

11 de abril de 2020 | 15h38

Os meses de março e abril de 2020 vão deixar uma marca muito triste na vida de muitas famílias mundo afora. A pandemia do impiedoso novo vírus pôs fim à existência de milhares de pessoas. Desde janeiro, foram dizimados idosos na Ásia, Europa, África e nas Américas. Mas não só velhos; também jovens e até crianças eventualmente com a saúde fragilizada foram apanhadas e levadas pela doença. O resultado disso é uma imensa tristeza e uma perplexidade desonrientadora.

A única certeza que se tem hoje é a da impotência da ciência e da medicina de impedirem que as pessoas sejam atingidas e morram. Infectados contam muito mais consigo mesmos, com suas reservas e sua capacidade de reação ao ataque viral, do que com a ação (fundamental, óbvio) de remédios ou equipamentos hospitalares.

Imagino que médicos, cientistas, entre eles os infectologistas, que, aliás, comemoram neste 11 de abril a data de sua categoria profissional, estejam com o coração apertado por não ter encontrado até agora uma forma para barrar a agressividade do microorganismo mais temido do planeta nestes dias.

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BALANÇO DA COVID-19

(TOTAIS em 9/04)

Mundo

1.436.198 confirmados – 85.522 mortes  

Europa 

759.661 confirmados – 61.516 mortes

Américas*

454.710 confirmados – 14.775 mortes 

*Brasil – 13.717 confirmados e 667 mortes**

China  + Região do Pacífico 

115.852 confirmados – 3.944 mortes 

Região do Mediterrâneo

85.350 confirmados  – 4.459 mortes  

Sul da Ásia 

11.576 confirmados – 468 mortes  

África 

8.337 confirmados – 349 mortes 

Fonte: OMS

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Os números acima são retrato de um período. As mortes prosseguem e, ao que tudo indica, vão chocar populações inteiras ainda por meses. Uma atualização feita no final da tarde da quinta-feira, pelo Estadão, mostrava que o País já beirava os 18 mil casos confirmados, com 941 mortes. No caso do Brasil, num espaço de menos de um mês. Os dados atualizados deste sábado**: 20.727 casos confirmados, com 1.124 mortes. É muita gente morta pela epidemia!

E, por favor, não me venham com comparações estatísticas e percentuais porque cada uma destas pessoas de vida interrompida – e o número pode ser maior incapacidade do sistema de oferecer uma comprovação rápida da doenças por meio dos exames – tinha sua história, uma trajetória própria e cara a parentes e amigos. Olhar para este quadro terrível e só enxergar uma pilha de números é estupidez. 

(Texto atualizado às 17h50 de sábado, 11/04)

Mande um abraço para os trabalhadores no setor de saúde. Clique em #AbracoNaSaude

 

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