João, João, João. João da Caatinga
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João, João, João. João da Caatinga

Pablo Pereira

15 de setembro de 2011 | 23h57

Andei outro dia pelo sertão de João Cabral de Melo Neto. Vi o poeta na curva da esturricada caatinga, no umbu, no xique-xique, no mandacaru. Mestre João, operário da palavra exata, crua. Em “O Hospital da Caatinga”, brilha como fio de faca.

A caatinga de João é  “hospital”,  ortopédico, a curar o atrofiado, o informe, o torto – sujeitos que povoam o deserto. Paus curvos (como Van Gogh) e pontiagudos (como João Cabral) buscam vida nas frestas dos raios do sol – até cansar.

Em “Bifurcados de ‘habitar o tempo”, a caatinga pernambucana do poeta João “ata a imaginação”, prende-a;  e   “fere com seu vazio em riste”.

Em “Pernambuco em mapa”, João prega altivez,  como um mandacaru  a dar uma “banana/a todos que do Sul/olham-no do alto da mandância.”

Salve João Cabral de Melo Neto!!!

(Poemas citados estão no livro “A educação pela pedra e depois”, Editora Nova Fronteira, 1997)

 

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