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Irmã de Arlan Fick diz que informação sobre refém é boato

"Não temos nenhuma informação desde o pagamento do resgate", afirma Rossinei Fick. Polícia paraguaia deteve homem que dizia saber o paradeiro do rapaz. Arlan foi levado por guerrilheiros em 2 de abril

Pablo Pereira

09 de outubro de 2014 | 18h35

“É chisme”, disse a agronôma Rossinei Fick, sobre supostas informações de que o irmão dela, Arlan Fick, de 17 anos, sequestrado pela guerrilha no Paraguai desde 2 de abril, teria sido visto vestindo roupas militares com integrantes do Exército do Povo Paraguaio (EPP) na região de Concepción, a 150 quilômetros de Ponta Porã. “Não temos nenhuma informação desde que foi pago o resgate”, disse Rossinei nesta quinta-feira, 9, explicando que “chisme” é boato, fofoca.

Rossinei contou que a família permanece “rezando” à espera do retorno de Arlan. O rapaz foi levado por guerrilheiros durante um tiroteio com forças policiais do Paraguai na localizadade de Paso Tuya, onde a família do fazendeiro brasileiro Alcido Fick vive há 30 anos. Arlan é o caçula da família.

“Ele é o único piá de casa”, lembrou Rossinei, recordando do último dia 3, data do aniversário do “piá” (menino, no dialeto interiorano sulista). Um dia antes, os Fick contaram seis meses da ausência de Arlan. “Eu fui lá ficar com a mãe. À tarde teve só uma reza em casa”, contou a irmã do rapaz. “Era só ele que morava com a mãe e o pai”, explicou Rossinei, que vive em San Pedro, a cerca de 150 quilômetros da cada paterna, onde trabalha numa empresa de agropecuária. “É bem difícil para o pai e a mãe”, disse Rossinei.

De acordo com autoridades paraguaias, as supostas informações sobre o paradeiro de Arlan com os guerrilheiros, divulgadas no País por um detetive particular, “são falsas”. O ministro do Interior, Francisco de Vargas, que chefia a Força Tarefa Conjunta (FTC), criada para combater o EPP e o grupo dissidente Associação Campesina Armada (ACA), disse, por meio da assessoria, que o investigador privado não tem qualquer informação confiável sobre o caso.

Em setembro, o Estado esteve na região de Concepción, no norte do País, quando militares paraguaios se preparavam para uma operação que resultou na morte de pelo menos 4 guerrilheiros em Arroyito, distrito de Horqueta.

Nas últimas semanas, outras operações da FTC têm feito prisões de epepistas nas matas da região. O grupo de guerrilheiros ACA, liderado pelos irmãos Albino e Alfredo Jara Larrea, ocupa hoje a linha de frente nos ataques na região e tem sido o principal alvo dos militares da força regular paraguaia.

Na última terça-feira, a FTC anunciou a prisão de José Luis Lima Vargas, de 23 anos, que seria militantes da ACA. De acordo com nota do Ministério do Interior, o chefe policial da FTC, Pedro Leguizamón, informou que o preso “é membro ativo do grupo ACA”.

Segundo o policial, em vídeos apreendidos com guerrilheiros, o rapaz aparece ao lado do chefe guerrilheiro Albino Jara Larrea durante treinamento com armas em áreas de mata. A polícia já havia detido outros dois supostos membros do ACA, Darío Mancuello, e um menor, de 17 anos, em Kuruzú de Hierro, Azotey, pequena cidade que fica às margens da estrada Ruta 3, caminho de Assunção para Concepción.

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