As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Fogo no Memorial! O contribuinte mané paga a conta do administrador que governa com o “jeitinho”

Pablo Pereira

02 Dezembro 2013 | 11h10

Eita São Paulo! Eita Brasil! Pegou fogo num dos patrimônios da cidade, o Memorial da América Latina, obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Bombeiros sofrem na UTI com queimaduras gravíssimas nos pulmões, obras de arte foram destruídas e mais uma conta (custo da operação do combate ao incêndio e do tratamento dos feridos) será empurrada, claro, no contribuinte – esse mané que tudo paga sem reclamar. É de lascar!

A cara de pau dos gestores públicos brasileiros, os que mandam e os que fiscalizam, é tão acintosa, o comportamento dos “responsáveis” por administrar é tão rasteiro, que dá é pena.

Dizem agora que o Memorial, símbolo da integração regional da América de baixo – uma casa de cultura! -, não estava de acordo com as regras de segurança havia anos. Ou seja: havia muito tempo que o Memorial colocava em risco a vida de milhares de pessoas, adolescentes, crianças, que por lá passavam curiosos para encontrar saber. Ou, como diz o próprio presidente da Fundação, João Batista de Andrade, na Folha de S.Paulo, nunca esteve conforme com a exigência legal. O Memorial funcionava com alvará vencido, com documentos “especiais”.

Estava amparado pelo jeitinho nosso de cada dia, primo da feia conivência que alimenta a corrupção nas fábricas de alvarás para construtoras, uma delas recentemente estourada dentro da Prefeitura. E notem que agora não se trata de uma boate clandestinamente construída e enfeitada com materiais suspeitos para enriquecer irresponsáveis. É o Memorial! O Memorial não é mais deste ou daquele. O Memorial é da comunidade. Está ligado à Secretaria Estadual da Cultura (Lei 6472/89), editada no governo Quércia, mas é espaço público. Não é um curral estatal.

Sabem o que vai acontecer com quem deveria ter a obrigação de governar aquele espaço público com eficiência e com quem deveria ter fiscalizado e não cumpriu com a tarefa de evitar o que agora chamam de “acidente”? Absolutamente NADA!

E sabem por que? Porque o contribuinte, extorquido em sua renda suada pela cobrança abusiva de impostos, é mané mesmo. E o bando de  “administradores públicos” sabe que quem é mané paga essas contas sem protestar, como mansos cordeirinhos. No fundo, se merecem!

Mais conteúdo sobre:

incêndioMemorialSão Paulo