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Felipão não é o problema. Cadê o futebol dos “craques”?

Pablo Pereira

12 Julho 2014 | 21h45

Ainda há um jogo (jogão!) para ser visto, Alemanha e Argentina, amanhã, no Maracanã, mas já se pode dizer que a Copa do Brasil acabou nesta fria noite de sábado, 12 de julho.  O melancólico final da seleção brasileira, com derrota por 3 a 0 para os holandeses, teve pênalti que o juiz inventou e futebol de meia-tigela do Brasil em campo.

O problema é o Felipão? Acho que não. É difícil dizer agora se a cartolagem da CBF vai ter peito para bancar o técnico. Acho que não terão coragem para apoiá-lo. Mas acho também que deveriam, sim, deixá-lo no comando.

O fracasso da seleção na Copa não significa que Felipão esteja acabado. O mesmo Felipão liderou a vitória na Copa das Confederações, no ano passado, metendo 3 a 0 na então poderosa e temida Espanha. Foi um momento de glória para o futebol brasileiro, comemorado às ganhas pela torcida nas ruas, com os jogadores prometendo arrebentar no Mundial.

O que o Brasil precisa ver hoje, dia de desânimo geral, é que esse time atingiu seu ponto máximo de rendimento no ano passado. Quando veio o Mundial, todos esperavam que o time mostrasse a mesma competência. Mas eles produziram pouco ou quase nada, chegaram às finais se escorando nas paredes.E aí já não havia o que ser feito.

Cadê o desempenho do Fred? Cadê o “excepcional” futebol do craque Neymar? Cadê o brilho dos zagueiros? Dos laterais, do Oscar, do Paulinho? Culpa do Felipão? Claro que não. Culpa do time.

Como disse o técnico Abel, em entrevista na semana passada, depois da derrota para a Alemanha, defendendo o Felipão: “tem muita gente falando… bobagens”. É o futebol. “Em futebol, se ganha, se empata e se perde”, ensinava o velho Dino Sani.

Hora de admitir que há adversários melhores no mundo da bola e parar de choramingar. Em setembro tem mais seleção e em junho de 2015 os jogos da Copa América, no Chile.

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