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Devastação da Amazônia põe carne na mira no Norte

Pablo Pereira

01 de dezembro de 2021 | 17h19

Ambientalistas do Canadá partiram para o ataque contra a compra de carne brasileira produzida em terras da Amazônia. O argumento principal das críticas é o aumento do desmatamento para a criação de gado na região. No alvo, um acordo de livre comércio Canadá-Mercosul, negociado com o Brasil, que permitiria um aumento de US$ 1,8 bilhão por ano no negócio.

De acordo com o Greenpeace Canadá, o governo federal canadense prepara um “dirty deal” (negócio sujo) ignorando o crescimento de assassinatos de defensores de terras indígenas e a necessidade urgente de se evitar que a Amazônia ultrapasse o “ponto sem volta” da destruição da floresta. Em troca de carne barata, argumentam.  Documento, com milhares de assinaturas coletadas, quer impedir o acordo.

De olho no tema ambiental brasileiro, o jornal The New York Times publicou dias atrás reportagem com foco na compra de couro do gado criado em terras devastadas da Amazônia para uso na indústria de carros dos EUA, material que ganhou destaque no Pulitzer Center.

A coisa é antiga. Há um ano, o setor do agro brasileiro já tinha programa de controle ambiental para Amazônia e também para o Cerrado, remando para reverter desgastes do impacto do desmatamento na imagem internacional do País.

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