Despedida do Palestra, como nos velhos tempos
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Despedida do Palestra, como nos velhos tempos

Pablo Pereira

24 de maio de 2010 | 17h11

 O estádio Palestra Itália, do Palmeiras, como o Pacaembu, da Prefeitura, é mais do que um local de jogos do clube. Já é um patrimônio da cidade, com mais de cem anos na história paulistana. Surgiu em 1902 como um campo de futebol, evoluiu para um estádio nas mãos do então Palestra, mudou com o mundo – e o clube – no pós-guerra, foi reformado nos anos 50 e chegou aos dias de hoje com uma das boas opções de lazer da comunidade.

Noves fora os exageros de rivalidade com outros clubes, o local acompanhou as alterações urbanas, viveu a trajetória de crescimento de São Paulo e carrega muita história, além da óbvia relevância futebolística.

No sábado, fui ao jogo do Palmeiras contra o Grêmio, vencido pelo time da casa por 4 x 2. Se a diretoria verde não mudar de ideia, deve ter sido o último jogo no local antes da reforma que pode dar ao torcedor uma estrutura moderna para assistir ao espetáculo do futebol. Tomara que fique bem bonito e funcional.

Mas, além de apreciar a goleada do início da noite, que alegrou os palmeirenses, quem foi ao estádio foi premiado com o mais famoso visual da natureza paulistana: a garoa, nossa musa aqui do blog. Do meio da arquibancada, no setor azul do Palestra,  via-se o torcedor comum empolgado com o time. E guardando na memória talvez a imagem da última jornada sob a chuva fina.

 E a garoa não decepcionou. Refrescou a arquibancada, caindo em camadas sobre os cerca de 18 mil torcedores.

 Deve ter sido assim também em maio de 1902, no primeiro jogo oficial do campo, quando o Mackenzie venceu o Germânia (atual Pinheiros) por 2 a 1, como lembrou o Jornal da Tarde em sua edição de sábado.

 Último jogo no Palestra 1

Torcida na arquibancada do Palestra e a garoa presente/Foto: Pablo Pereira

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