Covid-19 mata ticunas na divisa do Peru com Brasil, diz ONG
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Covid-19 mata ticunas na divisa do Peru com Brasil, diz ONG

Pablo Pereira

15 de maio de 2020 | 20h35

A tragédia da pandemia da covid-19, que se alastra nas grandes áreas urbanas, chegou ao fundão da Amazônia e ameaça aniquilar comunidades da etnia ticuna na fronteira do Peru com Brasil, divisa dos estados do Amazonas (BR) e Loreto (PE). De acordo com informações da ONG peruana Orpio (Organização Regional dos Povos Indígenas do Oriente), que opera na região, pelo menos sete pessoas morreram nos últimos dias na comunidade ticuna de Bellavista de Callarú, do lado peruano, e outros 50 moradores apresentam sintomas do vírus sars-cov-2. vila peruana que sofre com a infecção da covid-19 é vizinha das cidades brasileiras de Tabatinga  e Benjamin Constant.

Depoimento do médico Omar Montes,  que atente a comunidade de Bellavista, onde vivem cerca de 2,8 mil pessoas da etnia ticuna, citado pela Orpio, diz que não há máscaras nem equipamentos de oxigênio para atender os infectados. Um relato dramático do peruano Francisco Hernández Cayetano, responsável por uma entidade local, enviado ao Ministério da Cultura do Peru, no último dia 11, informa sobre as mortes de seis homens e uma mulher. O site de informações ambientais  Inforegión.pe também noticiou a ameaça da doença na comunidade ticuna.

Em documento enviado ao governo peruano, Hernández diz que responde por 36 comunidades indígenas, 22 delas da etnia ticuna. O Peru registra atualmente cerca de 2.400 mortes e 85 mil infectados. 

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