Contra crise da covid-19, restaurantes se preparam para entrega em domicílio
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Contra crise da covid-19, restaurantes se preparam para entrega em domicílio

Pablo Pereira

20 de março de 2020 | 15h23

 

Com as pessoas ficando mais em casa por conta da covid-19, um dos setores afetados em São Paulo, o da gastronomia, está tendo de se adaptar à realidade imposta pelo novo coronavírus. As primeiras medidas apontam para uma forte redução da atividade no setor com os empresários buscando alternativas no serviço para driblar o prejuízo.

Para o empresário Rafael Coronato Pegini, dono do Coronato, restaurante de comida caseira, que já teve uma redução de cerca de 70% no movimento, a alternativa foi se preparar para enfrentar a crise da doença com produção de alimentos para entrega rápida. “Por enquanto, estamos fechando a unidade da Vila Madalena e concentrando o trabalho no restaurante da Vila Clementino”, afirmou Coronato ao Estado agora pela manhã. Na loja que mantém aberta, ele adotou a interdição de mesas para evitar a proximidade entre os fregueses dentro e fora da casa, como mostram fotos de divulgação.

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Com capacidade para fornecer até 230 refeições por turno nas duas casas, com um ticket médio de R$ 22, o empresário acredita que a alternativa neste momento é partir para aprimorar o serviço de entregas. “Tive de suspender o funcionamento de uma das lojas, a da Aspicuelta, mas não demitimos ninguém”, afirmou Coronato.  “Fizemos os pagamentos do pessoal e vamos ver adiante como vai evoluir esse quadro”, afirmou. “A ideia agora é concentrar no funcionamento da cozinha industrial, com regras de higiene e cuidados redobrados”, afirmou.

De acordo com Coronato, é preciso abrir uma negociação dos custos, como o do aluguel, mas manter a empresa em funcionamento. Coronato prepara o time dos restaurantes para entregar alimentos em casa e passou a manhã desta sexta-feira no contato com os fornecedores. “Não notei dificuldades no fornecimento ainda”, contou.  

Setor. De acordo com nota do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis, Motéis, Flats, Pensões, Hospedarias, Pousadas, Restaurantes, Churrascarias, Cantinas, Pizzarias, Bares, Lanchonetes, Sorveterias, Confeitarias, Docerias, Buffets, Fast-Foods e assemelhados de São Paulo e região, a recomendação às empresas é para que não façam dispensa de pessoal. 

Segundo a nota da entidade, divulgada na quarta-feira, assinada pelo presidente da entidade, Francisco Lacerda, quem fez demissão deve reverter a medida. Segundo ele, há negociação em andamento sobre os efeitos da crise do novo coronavírus no setor. A entidade lembrou que decreto do prefeito Bruno Covas sobre o fechamento do comércio não inclui restaurantes. 

De acordo com a entidade, o decreto permite que “restaurantes, bares, farmácias, hipermercados, supermercados, mercados, feiras livres, padarias, lojas de conveniência e de venda de alimentação para animais e postos de combustível” permaneçam em funcionamento. A entidade, porém, ressalta que, segundo as novas regras, os estabelecimentos  “deverão seguir especificações da Vigilância Sanitária e da OMS (Organização Mundial da Saúde) para manter-se em funcionamento”.

Serviço: Restaurante Coronato. Rua Capitão Macedo, 233, Vila Clementino. Fone 5082-2121. 

 

 

 

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