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Clube Tietê vira área pública em setembro

Pelo centenário Tietê passaram atletas como Maria Lenk, da natação, e Maria Esther Bueno, do tênis. Clube barrou negros

Pablo Pereira

29 Julho 2014 | 17h38

O muro externo foi derrubado e o terreno está coberto por tapumes de madeira. O velho Clube de Regatas Tietê, de 1907, à beira da Marginal do Tietê, altura da Ponte das Bandeiras, será transformado em Centro Esportivo Tietê da Prefeitura de São Paulo, segundo o Decreto 53.832/2013. A obra deve ser entregue em setembro.

Pelo menos é o que promete a Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura. O espaço, de 50 mil m2, deve ser entregue na Virada Esportiva na cidade. O projeto prevê 5 ginásios, 5 quadras de tênis, 4 quadras de basquete, 4 quadras poliesportivas, pista de caminhada, mais 19 mil m2 de área livre. O local tem histórias para contar. Boas e ruins.

Pelo Clube Tietê passaram atletas como Maria Lenk (natação), que aprendeu a nadar nas águas límpidas do Rio Tietê para se curar de uma pneumonia – vejam que curioso! Hoje ela sairia do rio podre direto para uma UTI. Lá também se criou a campeã Maria Esther Bueno,  ícone do tênis brasileiro até hoje.

Mas nem só de glórias viveu o Clube Tietê. Houve momentos de enorme obscuridade. Um deles foi lembrado pelo ator Milton Gonçalves em 2008, durante uma solenidade do Troféu Raça Negra. Milton Gonçalves é mineiro, mas passou parte da infância em São Paulo. Um dia, ainda um menino, tentava brincar o carnaval no Tietê e foi barrado por ser negro. Ele recordou o episódio na noite da entrega do troféu.

Ao lado daquela área, que vai virar pública depois de uma longa disputa judicial entre a Prefeitura e o Clube, fica a Faculdade Zumbi dos Palmares.

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