Bacamartes e escarradeiras
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Bacamartes e escarradeiras

Pablo Pereira

23 Março 2010 | 16h04

A história da formação paulistana, rica trajetória de ocupação do interior brasileiro há quase 5 séculos, é maravilhoso manancial para o entendimento do país. Há uma infinidade de informações pouco conhecidas que precisam, a cada dia, de mais estudos e reflexão.

Uma parte desse mergulho no passado da cidade é possível pela consulta, em São Paulo mesmo, aos guardados em bibliotecas e arquivos, sejam públicos ou de colecionadores. Mas há também detalhes relevantes na vida dos museus de arte. E, muitas vezes, uma passada de olhos em acervos de fora de São Paulo fornece o que se busca.

O escritor Nelson Rodrigues, sabemos, costumava reclamar do que considerava uma falha da prosa do Século 19 ao descrever os ambientes sociais brasileiros de seu tempo: a ausência de um objeto indispensável nas salas daqueles dias, a escarradeira.

 Pois, na conflituosa formação paulistana, o artista não esqueceu de registrar também as graves crises humanas, as guerras. Como mostra esse Debret, do acervo do Museus Castro Maya, do Rio.

 

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Combate contra botocudos, obra de Jean Baptiste Debret, de 1827, retrata guerra dos bandeirantes e índios aliados contra outras tribos de Piratininga