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As “boas práticas de compras” e a mãozorra na cobrança de impostos

Pablo Pereira

02 de janeiro de 2014 | 16h12

A prefeitura de São Paulo está mudando a regra de reajuste dos contratos de fornecedores alegando que os índices de correção devem ser só os da inflação. Isso já ocorre com outras prefeituras grandes. Ok.

Dinheiro público não deve mesmo ser gasto sem controle. Deve ser administrado com rigor, de acordo com as “boas práticas de compras”, como dizem na prefeitura, sem privilégios, em favor do bem comum, da sociedade, não de grupelhos.

E os administradores estão jogando pesado! Se o fornecedor não topar o novo modelo de reajuste, este que usa somente a inflação, tá fora do negócio no final do contrato.

Será punido. O contrato não será renovado. É ameaça de represália, uma clara forma de pressão.

Interessante é que este critério de reajuste (repasse somente da inflação), decretado em abril, foi totalmente esquecido quando a prefeitura quis aplicar 20% de aumento no IPTU, três vezes mais do que o índice da inflação… Felizmente, a Justiça, agora no final do ano, barrou a malandragem, que tinha a ajuda da maioria dos vereadores.

É uma prefeitura que paga com mãozinha mas quer cobrar com mãozorra!

Caso voltem com essa conversa fiada de aumentar o IPTU acima da inflação em 2015 (porque blábláblá e blábláblá), como cogitam, o contribuinte-eleitor poderá aplicar neles, logo no ano seguinte, o mesmo recurso que usam agora nos fornecedores: não renovar-lhes o contrato, digo, o mandato.

Democraticamente!

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