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Arrastão, a febre que não cede

Pablo Pereira

11 de junho de 2012 | 19h56

Lemos no estadão.com.br que o final de semana a cidade de São Paulo registrou mais arrastões contra restaurantes. É uma febre que não cede. Um sintoma de uma doença grave em São Paulo. A praga das quadrilhas está em plena atividade apesar de a ação policial já contar dezenas de presos nos últimos meses.

Parece que a moda da surpresa na hora da comida está rendendo bem para a bandidagem. Azar de quem sai de casa para comer, e da gastronomia – marca importante do modo de vida paulistano.

Diante do volume de casos, a coisa, que já era preocupante desde o ano passado, está ficando muito preocupante. Os bandos invadem para limpar a freguesia. São experiências traumáticas para quem sai em busca sossego e encontra violência urbana.

Agora, no começo da noite desta segunda-feira, 11, uma nota distribuída pelo governo do Estado informa que o governador Geraldo Alckmin vai tratar do assunto nesta terça-feira com representantes do setor de bares e restaurantes e a polícia.

Dias atrás conversei bastante com algumas vítimas desse crime. A sensação descrita é de desespero, mesmo depois de dias dos ataques. Um empresário, cercado em uma pizzaria de Higienópolis, disse que tem medo até de ser reconhecido novamente pelos ladrões. E de uma eventual represália pelo simples fato de comentar o caso. É como muita gente está vivendo em São Paulo: com medo de ir a um restaurante.

Nos últimos dias, passando por Madri e Paris, tenho visto muita gente nos cafés, bares e restaurantes, todos na maior tranquilidade. Não há como não pensar na calamidade que se abate em São Paulo sobre esse gostoso hábito de comer fora, seja uma requintada refeição, seja uma bela pizza!

É uma pena que não consigamos desenvolver no País, no qual tanta coisa mudou para melhor nos últimos anos, um clima de convivência que se aproxime do que se vê em países que, segundo se noticia todo dia, têm agudas crises financeiras à espreita no horizonte.

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