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Armênio, um caminhante, mostrado em livro por Sandro Vaia

Pablo Pereira

25 de agosto de 2013 | 02h49

Li, numa toada só, o livro Armênio Guedes, sereno guerreiro da liberdade, do jornalista Sandro Vaia (Barcarolla, 2013). Uma beleza. O livro, de 255 páginas, é uma aula de história brasileira, delicioso passeio por quase um século da vida política nacional vista do ângulo da militância do biografado no Partido Comunista Brasileiro – e com depoimentos de políticos contemporâneos: Aloysio Nunes Ferreira, José Serra, Milton Temer, que conviveram com ele no exílio.

Num texto primoroso, permeado pelo bom humor, o autor agarra logo o leitor ao descrever o baiano botafoguense que dedicou a vida a uma causa política com inabalável convicção: a luta pela liberdade de viver democraticamente mesmo em momentos de brutal tensão e em ambientes de crises institucionais gravíssimas no Brasil, antiga União Soviética, Chile, França, Itália, Cuba, Espanha.

Episódios como o da descoberta (hilária) de quem era o “Camarada Silva”, o comunista russo que mandava e desmandava em brasileiros do Partidão, e o (dramático) da notícia da morte do irmão, Célio, na tortura, são alguns dos momentos arrebatadores no livro.

Conheci “Seu” Armênio quando trabalhei na Gazeta Mercantil, final dos anos 90. Na redação, era uma figura agradável. Àquela altura muito reverenciado pelos colegas, mas sempre ao alcance de um bate-papo, de uma piada. Um personagem fascinante, um caminhante (à Antonio Machado), mostrado com leveza pela escrita de Sandro Vaia, com prefácio de Ferreira Gullar.

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