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Álvaro Dias diz que Brasil deve acompanhar sequestro de filho de brasileiro no Paraguai

Pablo Pereira

05 de novembro de 2014 | 13h19

O produtor rural Alcido Fick, pai de Arlan Fick Bremm, 17 anos, refém dos guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), pediu ontem, terça-feira, 4, ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que o Brasil ajude na solução do sequestro, que já dura sete meses na região de Concepción, interior do Paraguai. Fick se encontrou com Dias em Assunção, acompanhado pelo senador paraguaio Arnaldo Giuzzio, do Partido Democrático Progressista.

“O Brasil deve acompanhar o caso como um estímulo às autoridades paraguaias, mas o Brasil não pode interferir em assuntos do país”, disse o senador ao Estado nesta quarta-feira, 5. Dias contou que conversou com o pai do sequestrado a pedido de Fick, que é brasileiro. “Ele me procurou. Ele acredita que o vídeo (gravado no dia 18 de outubro) é um recado dos sequestradores”, disse Dias. “Ele está muito receoso e me fez um apelo. Disse que o que interessa é a volta do filho vivo”, explicou Dias.

Segundo o senador, “o momento é de muita cautela para que não haja reação violenta dos sequestradores”. O senador brasileiro disse ainda que o Brasil não deve interferir nos assuntos do país vizinho, mas pode acompanhar com cuidado a situação de Arlan, filho de um cidadão brasileiro, mas que é paraguaio.

Em entrevista à rádio Cardinal, de Assunção, na manhã desta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Eladio Loizaga, disse que a solução do sequestro de Arlan é “um tema nosso, interno”, e negou que tivesse havido manifestação do governo brasileiro ao governo paraguaio para mediação do caso. 

O rapaz foi sequestrado pela guerrilha no dia 2 de abril. A família pagou um resgate, mas o EPP mantém Arlan em cativeiro. No último dia 18, a guerrilha gravou um vídeo no qual Arlan pede ajuda para o governo brasileiro garantir sua vida quando houver sua libertação pela guerrilha. Segundo a texto lido por Arlan, a polícia uruguaia estaria querendo matá-lo por ter sido testemunha de um assassinato comedido por forças regulares paraguaias. “Peço a intervenção do governo brasileiro”, diz Arlan no vídeo. O governo diz que o vídeo com a acusação é propaganda do EPP.

A guerrilha tem ainda em seu poder um policial, Edelio Morínigo, sequestrado no dia 5 de julho. E ameaça executar o refém caso Assunção não liberte 6 presos condenados por crimes de sequestro e assassinato, todos integrantes do EPP. Na região de Concepción, tropas da Força Tarefa Conjunta, que reúne Exército e Polícia Nacional, mantêm grupos especiais de caça aos guerrilheiros.

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