ACNUR mostra detalhes da dura realidade do imigrante venezuelano em Roraima
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ACNUR mostra detalhes da dura realidade do imigrante venezuelano em Roraima

Pablo Pereira

20 Setembro 2017 | 16h20

Um aparelho usado de ar-condicionado por “200 real”, uma bolsa (mochila) colorida por “50 riais”, uma chapa por “250 riais” e uma “baiquer por 60”. São objetos que aparecem à venda numa rede social de imigrantes venezuelanos que procuram um jeito de sobreviver em Roraima, fugindo da crise econômica de seu país. Os “erros” de grafia, na identificação dos objetos e da moeda brasileira, apontam o estrangeirismo dessas pessoas e revelam em boa medida as dificuldades que enfrentam para tocar a existência num país que não é o delas, com uma língua com a qual têm de se acostumar, enfim, as agruras de quem tenta viver longe de casa, recomeçar.

 

Na semana passada, o ACNUR, organismo da ONU para refugiados, divulgou uma pesquisa que dá uma ideia do tamanho do drama dessas pessoas. É certo que o Brasil está enfrentando dificuldades econômicas também, que a situação se deteriorou em relação ao emprego no país. Andando por Boa Vista, meses atrás, em contato com esses imigrantes e com os brasileiros que estão convivendo com eles naquela região, encontrei gente receptiva, mas também gente com resmungos de resistência. É uma pena.

“A maioria dos venezuelanos não indígenas vivendo em Roraima é jovem, possui boa escolaridade, tem atividade remunerada e paga aluguel para morar. Entre os que trabalham, 51% recebem menos de um salário mínimo e 28% estão formalmente empregados. Muitos enviam ajuda financeira aos familiares que estão na Venezuela, e apontam a crise econômica e política como principal motivo para se deslocar”, diz o material do ACNUR.

O trabalho revela  o perfil “sócio demográfico e laboral dos venezuelanos que vivem em Roraima, em pesquisa promovida pelo Conselho Nacional de Imigração (CNIg), vinculado ao Ministério do Trabalho. A pesquisa foi realizada pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello na Universidade Federal de Roraima (UFRR), por meio do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) e com apoio do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados)”.

Para ter acesso ao material da ACNUR, Clique aqui .

 

 

 

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