Acervo mostra a luta de Luiz Gama na internet
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Acervo mostra a luta de Luiz Gama na internet

Pablo Pereira

29 de maio de 2012 | 13h40

No próximo dia 24 de agosto completam-se 130 anos da morte do abolicionista Luiz Gama, ex-escravo, libertador de negros que, na sua época, eram submetidos à indignidade da escravidão por uma sociedade que se permitia conviver com venda de seres humanos. Há trabalhos acadêmicos importantes lembrando desse personagem paulistano, alguns já citados aqui no Garoa.

Mas agora, com a abertura do Acervo do Estado à pesquisa pública, na web, pode-se conhecer com mais facilidades detalhes da personalidade desse homem que se fez livre após ter sido vendido pelo próprio pai, um branco europeu, a comerciantes de escravos do Rio – que o repassaram para uma fazenda em São Paulo.

Luiz Gama advogou para escravos fugitivos depois de frequentar aulas de Direito no Largo São Francisco. Não chegou a formar-se advogado. As condições de vida da época não lhe pertiram atingir tal distinção no curso. Porém passou a atuar como rábula na defesa de casos envolvendo escravidão. E se tansformou também em escritor e jornalista, tendo participado da história inicial do próprio Estado, como, aliás, aparece quando o jornal noticia a abolição em 1888.

No texto em destaque, localizado entre a enorme contribuição do Estado à memória do País, há um pouco do homem que em um tempo de absoluta violência contra direitos humanos se rebelou e chegou a ter em casa, em São Paulo, “80 escravos, e os escondia de seus senhores”. Abaixo, reprodução de página publicada em 14 de  maio de 1895 de O Estado de S.Paulo, que pode ser localizada no Acervo pela busca do verbete “Luiz Gama”.

Luiz Gama está enterrado no Cemitério da Consolação, bem perto do túmulo da Marquesa de Santos, também figura relevante da cultura brasileira do Século 19.

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