As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

2014, Dilma, e a promissória de Zaqueu

Pablo Pereira

31 de outubro de 2013 | 13h18

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), articulado com uma base de vereadores que contou até com antipetistas Conte Lopes (PTB) e Wadih Mutran (PP), aplicou aumento real de 14% na conta do IPTU de moradores de muitos bairros. Na periferia, claro, como seus antecessores, o prefeito faz demagogia com descontos e isenções. Eles não entregam serviço público de qualidade, é tudo meia-boca, mas também não cobram – e estamos quites!

Mas no centro expandido, não. Aí obriga o contribuinte a engolir o sapo inflado alegando aumento extra do imposto por conta da valorização imobiliária (da qual se beneficia quem transforma imóvel em dinheiro, não quem o usa para morar!).

Quando o carnê do Zaqueu paulistano chegar, em 2014, o incômodo que cada contribuinte esfaqueado vai sentir ao engolir o batráquio – atravessado -, poderá ser, por assim dizer, democraticamente devolvido.

Outubro, o último mês para pagar parcelas do IPTU (com aumento), será o mês da eleição presidencial. E o nome de Dilma, a candidata do coletor do impostos, deve aparecer no guichê do voto. Boa hora para descontar a promissória.

.