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A musa paulistana voltou

Pablo Pereira

11 Setembro 2012 | 12h13

Depois de 54 dias sem chuva, São Paulo amanheceu com garoa na manhã desta terça-feira, 11, informa a jornalista Gheisa Lessa, do estadão.com.br. Que beleza!

“A fina garoa, que deixou o índice de umidade do ar em 80%, não pode ser classificada como chuva de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), mas trouxe alívio às ruas”, diz a notícia. Para completar:  “Na última segunda-feira, 10, a capital chegou a ficar 5 horas em estado de atenção por causa da baixa umidade do ar, com mínima de 18%.”

Felizmente ela, a garoa – a salvação da cidade desde sempre -, voltou. Se no Século 16 o massacre dos nativos por aqui era feito na chuva e na lama, como nos lembra a arte de Debret, e nos Oitocentos Castro Alves reclamava do frio nas caçadas na Várzea do Carmo, hoje na metrópole mata-se um leão a cada dia em clima de deserto, numa secura de rachar!

Nos últimos dias, os gramados estavam amarelados e as árvores perdendo as folhas –  num outono fora de hora. Mas, afinal, a cidade vê ressurgir o amor de Tália. Quando está difícil até de respirar, ela manda cobrir a cidade com seu frescor. O verde pinta os canteiros e os sabiás se alvoroçam anunciando que vem aí a primavera.

Salve a garoa de Tália!

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