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A fome avança, alerta criador da Central Única das Favelas

Pablo Pereira

05 de abril de 2021 | 11h26

É de arrepiar o depoimento do Celso Athayde, criador da Cufa (Central Única das Favelas), no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, na noite deste domingo, dia 4. É tocante o relato desse ex-morador de rua, acostumado com a pobreza. Aos 6 anos de idade, ele foi morar embaixo de viaduto em Madureira, no Rio, onde cresceu. Hoje, Athayde dedica-se a uma campanha para fornecer comida aos pauperizados pela crise na pandemia do coronavírus. A TV Band está nessa campanha com a Cufa, que representa 5 mil favelas do país. Athayde comenta uma pesquisa do Data Favela, que mostra que atualmente apenas 43% dos moradores de favelas conseguem se alimentar; em agosto do ano passado, eles eram 80%. Ou seja, a fome se alastra rapidamente.

São milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza sem comida. O impacto dessa tragédia  brasileira pode ser visto com o aumento de moradores de rua também em São Paulo. Até a pandemia, isso ocorria pelo centro da cidade. Agora, barracas com pessoas totalmente abandonadas pelo Estado brasileiro, expulsas das favelas pela crise – e no desamparo -, estão se acumulando nas calçadas dos bairros e nos espaços públicos, como os gramados de áreas abastadas da cidade, como ocorre, por exemplo, bem ao lado da Assembleia Legislativa de São Paulo e de um monumento na região do Parque Ibirapuera. E não adianta “higienizar” o gramado chique removendo dali os necessitados. É preciso ações efetivas de governo.

Veja aqui a entrevista no Canal Livre, da Band.   

(Texto atualizado às 13h33 para inclusão do link da campanha do site panelacheiasalva.com.br)

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