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À espera da maquininha que oferece contos!

Pablo Pereira

01 Dezembro 2018 | 19h20

Ler é uma maravilha. Em qualquer lugar, a leitura é um exercício fundamental, quase uma terapia. É alimento para a alma. Ninguém sai de um tempo de leitura como entrou. Pois os franceses, amantes dos prazeres do livro, criaram uma maneira interessante para tentar devolver ao espírito contaminado pela superficialidade digital do smartphone o salutar hábito do mergulho no mundo as histórias contadas por letrinhas impressas no papel. Sim, papel. É possível, sim, a convivência das divindades virtuais da web com práticas e objetos amados por Machado de Assis. Mesmo que o tempo disponível para o deleite seja breve, sempre há como tirar lasquinhas da riqueza da boa literatura.

Universidades, aeroportos e  espaços públicos da Europa, dos Estados Unidos, além de Hong Kong – e agora também do Canadá, de onde me lembram da novidade – oferecem acesso a uma maquininha que imprime os textos em tiras, parecidas com os extratos bancários. Uma impressora em forma de totem, o “Short Story Dispenser”, faz o serviço.

É uma iniciativa da plataforma francesa short-edition.com.  É uma isca lançada no mar virtual da internet tentando fisgar o leitor para o velho e bom hábito de curtir os livros. E que, de quebra, como atrativo, permite o abastecimento de conteúdos. A ideia é publicar contos, pequenos romances e até de ilustrações.

Na semana passada, a Capilano University, da British Columbia, espaço conhecido como uma ilha de tolerância e diversidade no mundo do norte, distribui material informando que passava a contar com a impressora de contos em suas instalações. O argumento é exatamente esse: tornar a literatura mais acessível.

“Fundada em 2011, a empresa lançou o conceito Short Story Dispenser em 2016”, informa universidade, citando a criadora do serviço gratuito. “A Short Édition distribuiu mais de 3 milhões de contos escritos por 8 mil autores independentes e gerou 20 milhões de leituras em sua plataforma online”, explica o material no site da universidade.

Agora é só esperar que brasileiros também possam encontrar a impressora nas salas de espera, no Metrô, estações rodoviárias, aeroportos, shoppings centers, hospitais.

 

 

 

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