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A covid já matou mais do que mil Brumadinhos

Pablo Pereira

11 de março de 2021 | 16h25

Na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, há 8 anos, um incêndio causou a morte de dezenas de pessoas na boate Kiss, em Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul. A lista de mortos chegou a 242, chocando o Brasil. Na manhã do dia 25 de janeiro de 2019, dois anos atrás, a barragem da Vale em Brumadinho, interior de Minas Gerais, desabou e deixou 270 corpos no rastro da lama que destruiu tudo que havia pela frente – outro caso de comoção nacional.

Estive na cobertura jornalística dessas duas tragédias, que arrasaram centenas de famílias e entristeceram milhões de brasileiros.

Pois faz um ano que a covid-19 começou a matar e que a OMS declarou pandemia, na mais cruel e descontrolada crise de saúde vivida no mundo, especialmente no Brasil. E chegamos a 270.917 mortes por complicações da doença. É como se tivéssemos vivido 1.119 incêndios da Kiss. E, se olharmos para o trauma mais recente, ocorrido em Brumadinho, a escalada da doença alcança o terrível total de vítimas igual ao de mil Brumadinhos – MIL VEZES!

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