A barbaridade, segundo J.M. Coetzee!
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A barbaridade, segundo J.M. Coetzee!

Pablo Pereira

02 de agosto de 2019 | 12h39

Deve ir logo às telas dos cinemas o filme À espera dos bárbaros, do colombiano Ciro Guerra, baseado na obra Waiting For The Barbarians, do escritor John Maxwell Coetzee, Prêmio Nobel de Literatura em 2003 pelo conjunto de sua produção. O livro, de 1980, publicado em português pela Cia das Letras, é uma pedrada! São 200 páginas de uma história que, como costuma ser a literatura superior, mostra a atemporalidade e a universalidade da estupidez humana.

Capa do livro de J.M. Coetzee

J.M.Coetzee, um sul-africano, descreve personagens à Dostoiévski (1821-1881), até com pitadas que lembram a vida do grande escritor da Rússia pré-soviética, um ex-funcionário da burocracia estatal da primeira metade do Século 19. O título (À espera dos bárbaros) aponta ainda a ligação com um outro mundo cruel: tem o mesmo nome do contundente poema do grego Konstantínos Kaváfis, que viveu de 1863 a 1933. A criação de Coetzee, que vai aos cines com o ator Johnny Depp interpretando o torturador coronel Joll, lembra, bastante, a desgraçada realidade latino-americana. Especialmente deste momento brasileiro. Essa, sim, nada ficcional.

 

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