Tributo a Militão, o fotógrafo
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Tributo a Militão, o fotógrafo

Pablo Pereira

23 Janeiro 2010 | 19h33

A cidade de São Paulo completa nesta segunda-feira, dia 25, seus 456 anos. Tinha ela ainda cerca de 30 mil habitantes, em 1862, quando por aqui chegou para tentar a vida um dos principais personagens da história dos seus registros: Militão Augusto de Azevedo.

Militão veio do Rio. Viveu entre 1837 e 1905. E deixou uma coleção maravilhosa de fotografias de São Paulo. É, reconhecidamente, pelos livros que cuidam da memória paulistana, um dos grandes responsáveis pelo que se conhece do passado da cidadezinha que ainda não havia desabrochado, mas que já começava a atrair levas e levas de migrantes. Há belas obras literárias e iconográficas dedicadas a Militão, como na Iconografia Paulistana, da Capivara.

 Houve, sem dúvida, à época, outros dedicados amantes da fotografia que gravaram imagens também importantes, como Marc Ferrez, Guilherme Gaensly. Alguns lembrados, por exemplo, em estudo de Boris Kossoy, para o livro A História de São Paulo, a cidade no Império, 1823 a 1889.

Assim como os pintores que perpetuaram a cidade, alguns já lembrados aqui, que fixaram paisagens, tipos, arquitetura e comportamentos e nos permitem hoje apreciar como eram os ancestrais de São Paulo.

Mas Militão tem capítulo especial. Ele viveu de sua produção de fotos, retratou o casario, é um marco. E deixou um documento importante para a cidade. Então, para lembrar de como tudo começou, nesta véspera da efeméride maior da cidade, nada melhor do que uma olhadinha em fotos. No caso, na foto do fotógrafo:

Militão Augusto de Azevedo, retratado por Valério Vieira (Reprodução)

Militão de Azevedo, retratado por Valério Vieira (Reprodução)