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2015, um ano Lipovetsky

Pablo Pereira

24 Dezembro 2015 | 20h56

Tema filosófico de Gilles Lipovetsky, o pensador francês da hipermodernidade, a decepção resume bem este 2015.

Decepção com os radicalismos religiosos pelo mundo.

Decepção com governo desastrado e oposição oportunista.

Decepção com a injustiça da vida nas favelas.

Decepção com o corte de renda, sinal de desprezo com a dedicação profissional.

Decepção com o auditório brasileiro animado pela nota 4 – como se fosse 10!

Decepção com o fracasso do esforço cotidiano para superar a decepção.

E

decepção ao ver Chico Buarque ter a opinião acossada pela estupidez, a marca do autoritário.

2015 foi mesmo uma decepção.

Mas decepcionado não é deprimido. A decepção nem é tão brutal assim, a menos que envolva as amizades. Ela é filha da democracia, anda no mundo ideal dos desejos, estimula mudanças, ensina o pensador, autor de La Société de Déception (A Sociedade da Decepção/Manole, 2007).

Que venham a virada, as ondinhas e os fogos!

2016 não pode ser pior.

Não vai nos decepcionar!

 

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