Um oásis em meio à degradação da região central
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Um oásis em meio à degradação da região central

Marcel Naves

29 de novembro de 2016 | 19h22

Detalhe dos andares que abrigam as várias lojas da Galeria do Rock.

Detalhe dos andares internos que abrigam as várias lojas da Galeria do Rock.

Em meio a prédios abandonados e o consumo de drogas, a Galeria do Rock segue como um exemplo de resistência. O projeto de 1953, que só foi entregue a população dez anos depois representa hoje um importante polo comercial e cultural na região.

Em plena Rua 24 de maio e com 450 lojas, o prédio sobrevive ao abandono do centro paulistano. Marconi Moraes, conselheiro da galeria confessa que o entorno prejudica. “Temos toda à infraestrutura necessária, mas lá fora é tudo muito diferente, e isto atrapalha muito”, afirma.

Atraídos pela grande variedade de artigos como camisetas, bonés e adesivos relacionados aos mais diversos gêneros musicais, o local recebe turistas do país inteiro. Rogero da Silva Nonato, por exemplo, veio do Espirito Santo. “Aqui tem muitas coisas que eu não encontro por lá, e os preços são bem acessíveis”, disse.

Ouça aqui a reportagem.

 

Entre os projetos sociais existentes na Galeria está o de hortas comunitárias.

Entre os projetos sociais existentes na galeria está o de hortas comunitárias.

Na Galeria do Rock é possível se encontrar lojas de roupas, discos, salões de beleza, bares e estúdios de tatuagem. O conjunto comercial também oferece exposições, aulas de formações artísticas e muitas outras ações culturais.

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou apenas que realiza intervenções diárias junto aos moradores em situação de rua. Questionada sobre o comércio de drogas na região, a secretaria de segurança de São Paulo afirmou que realiza o policiamento preventivo na região central, tendo prendido 466 pessoas em flagrante de janeiro a outubro.

Leia abaixo a íntegra das notas emitida pela PMSP e Secretaria de Segurança de São Paulo.

PMSP

“Na região central, as equipes da secretaria de Assistência Social realizam abordagens diárias às pessoas em situação de rua. Duas equipes da secretaria de Saúde, por meio do programa Consultório na Rua, abordam e encaminham dependentes químicos à Unidade Básica de Saúde da República. Em ambos os casos a adesão é facultativa”.

SSP

“A 2ª Cia do 7º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano realiza policiamento preventivo na região central e prendeu, em conjunto com a polícia civil, 466 pessoas em flagrante e apreendeu 14 armas de fogo de janeiro a outubro. O trabalho das polícias resultou em 323 ocorrências de flagrante de tráfico de drogas na região, além de 671 de porte de entorpecentes nos primeiros dez meses do ano”.