Sabesp não abastece bairro da Grande São Paulo
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Sabesp não abastece bairro da Grande São Paulo

Marcel Naves

24 Agosto 2016 | 18h59

Mangueiras improvisadas clandestinamente levam água aos moradores de Caieiras.

Distribuição clandestina de água a moradores  de  Caieiras é feita a partir de mangueiras improvisadas

O Parque Santa Inês, no município de Caieiras, apesar de estar a poucos quilômetros do Sistema Cantareira, não é abastecido pela Sabesp. Os moradores e comerciantes da região contam apenas com poços artesianos, em sua maior parte clandestinos, ou pequenos reservatórios. Não existe saneamento básico e o esgoto doméstico é recolhido em pequenas fossas.

A água utilizada é distribuída por meio de mangueiras improvisadas que ficam espalhadas nas ruas. Os moradores alegam que já fizeram inúmeros pedidos para que a situação seja regularizada, mas até o momento nada foi feito. As queixas são direcionadas em sua grande maioria à Sabesp, mas os pedidos também são feitos a Prefeitura.

Roberto Hamamoto, prefeito de Caieiras, explica que o principal entrave para se resolver a questão está nas invasões. Segundo ele, a Justiça impede a realização de benfeitorias em qualquer área que esteja ocupada irregularmente. As demais situações estão sendo negociadas com a Sabesp. “Já existem vários protocolos firmados para regularizar a questão do fornecimento de água e do saneamento básico, até agora tudo dentro do prazo combinado”, afirma.

Por e-mail a Sabesp informou que não atende à população do Parque Santa Inês, pois o mesmo está irregularmente localizado em área de proteção de manancial. O comunicado esclarece ainda que,  por se tratar de uma questão complexa, a reivindicação dos moradores se encontra em análise.

Leia abaixo a integra da nota fornecida pela Sabesp:

“A Sabesp informa que o bairro Parque Santa Inês, no município de Caieiras, não é atendido pela Sabesp por estar situado em área de proteção de mananciais na Serra da Cantareira. Portanto, trata-se de ocupação irregular. Sua localização distante não permite um abastecimento integrado ao sistema público existente no município. Nesse caso, a solução técnica para implantação de um sistema próprio de abastecimento é complexa e depende de disponibilidade hídrica, outorgas de uso e autorizações para intervenções em áreas de proteção ambiental. Essa situação está sob análise pela Sabesp a partir da nova Lei 15.790, que dispõe sobre os limites da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Juquery”.

Ouça aqui a reportagem: