Ocupação irregular na região central requer atenção
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Ocupação irregular na região central requer atenção

Marcel Naves

04 de outubro de 2016 | 16h06

 

Necessitando de cuidados médicos moradora em estado de rua organiza abrigo.

Necessitando de cuidados médicos moradora em estado de rua organiza abrigo improvisado em praça da Bela Vista

A invasão de espaços públicos no bairro da Bela Vista está cada vez mais preocupante. Um acampamento montado em plena Praça Quatorze Bis serve como exemplo da gravidade desta situação. No local, em meio a papelões e sacos de lixo, vive uma mulher de 34 anos.  Soropositivo, ela prefere ser chamada apenas por Patrícia e faz um apelo. “A gente não tá na rua porque gosta. Estamos aqui por algum motivo, cada um aqui tem uma história. Alguém tem de ajudar a gente”, desabafa.

Telma Xavier, que há 40 anos reside no bairro, relata que os moradores em situação de rua estão em total estado de abandono. Ela diz que costuma ajudar fornecendo roupas e cuidando dos muitos cães e gatos que existem no local.

Os proprietários de estabelecimentos comerciais também reclamam de sujeira e consumo de drogas. Eloiza é dona de uma escola infantil, na Rua Manoel Dutra, e relata  que por muitas vezes sequer consegue trabalhar. “Eles utilizam a calçada como banheiro, deixam uma sujeira enorme além de muito entulho. A gente tem de limpar todos os dias”,  diz.

Em nota, a prefeitura afirmou que atua diariamente na região, por intermédio de assistentes sociais.  A PMSP também ressaltou que os serviços de limpeza são feitos regularmente. O comunicado lembra ainda que a ida para os centros de acolhida é facultativa.

Veja a íntegra da nota enviada pela PMSP:

“A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) atua diariamente na região citada abordando e encaminhando moradores em situação de rua, por meio de orientadores sociais do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS) Bela Vista. A adesão é facultativa.

Os agentes da subprefeitura Sé efetuam ações de limpeza, como varrição e coleta de resíduos, diariamente no local.

Atualmente a rede socioassistencial conta com 80 Centros de Acolhida fixos, que ofertam cerca de dez mil vagas, além de outros abrigos emergenciais, que somam outras duas mil vagas durante vigência da Operação Baixas Temperaturas”.

Ouça aqui a reportagem: