No Bom Retiro o barato que pode sair caro
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No Bom Retiro o barato que pode sair caro

Marcel Naves

28 Novembro 2016 | 18h57

Camelôs e lojistas disputam espaço nas calçadas da Rua José Paulino, no Bom Retiro.

Camelôs e lojistas disputam espaço nas calçadas da Rua José Paulino, no Bom Retiro.

Nesta época do ano o preço baixo não deve ser apenas o único fator a ser levado em conta. É preciso ficar atento também às  despesas necessárias para  se fazer uma boa compra. No bairro do Bom Retiro, um dos mais importantes centros comerciais de São Paulo, o valor cobrado por alguns serviços faz a diferença.

Estacionar o carro, por exemplo,  só é possível na zona azul, que aliás não comporta a demanda.  A falta de vagas  faz com que os estacionamentos cobrem em média  até  15 reais a hora. A alimentação também não é das mais baratas,  um filet de frango com arroz e feijão, o popular  prato feito chega a custar 18 reais.

As calçadas além de esburacadas,  em determinados trechos estão totalmente interditadas. Neste caso, a responsabilidade de acordo com a prefeitura é das concessionárias de telefonia e energia. O comércio ilegal  de  barracas e carrinhos de alimentação chega à ocupar  vários espaços.

Concessionárias interditam parte de calçada da Rua Três Rios.

Concessionárias interditam parte de calçada da Rua Três Rios.

Para a aposentada Elizabeth Salvarina, mesmo com todos estes problemas comprar no Bom Retiro continua sendo um bom negócio. “A gente acha de tudo por aqui.  Tem para todos os bolsos e sempre que venho volto cheia de coisas ”, afirma.

Em nota, a prefeitura informou que as concessionárias de telefonia  e de energia, já foram notificadas. As mesmas devem a partir de agora providenciar os reparos necessários. A CET deverá intensificar a fiscalização na região.

Abaixo segue a íntegra do comunicado enviado pela PMSP.

“A Subprefeitura Sé informa que realizou vistoria no local citado e notificou as concessionárias de telefonia e de energia elétrica para que isolem e sinalizemÉ de forma adequada as obras que estão realizando e adotem medidas que evitem interferências no enterramento da fiação e a drenagem local.

A CET vai intensificar a fiscalização com agentes de trânsito na região para coibir estacionamento irregular de veículos e qualquer outro tipo de infração que prejudique a fluidez do viário e a segurança dos cidadãos.

A fiscalização do comércio ilegal da região é feita por Policiais Militares da Operação Delegada”.