Moradores pedem retirada de parklet
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Moradores pedem retirada de parklet

Marcel Naves

11 Agosto 2016 | 13h51

Abandonado parklet da rua Santa Eudóxia, na Casa Verde preocupa moradores.

Abandonado parklet da rua Santa Eudóxia, na Casa Verde preocupa moradores.

Na Casa Verde, zona norte da cidade a colocação de um parklet tem sido motivo de inúmeras reclamações.  O local está pichado, com muita sujeira e os bancos necessitam de reparos. Entre outras  reclamações está a de que, em virtude do abandono o local passou a ter outras finalidades, como por exemplo, o consumo de drogas.

A frequência também tem deixado a desejar e provocado queixas. As brigas são constantes e o barulho vindo dos carros se estende por praticamente toda a madrugada. O lixo deixado não tem sido recolhido com regularidade provocando  uma situação desagradável,  principalmente em virtude do mau cheiro e a proliferação de ratos e baratas.

A situação tem mobilizado os moradores que fizeram  um abaixo assinado para retirada do parklet. De acordo com o comerciante Flávio Ferrarini diversas iniciativas já foram tomadas junto a prefeitura, mas nenhuma trouxe o resultado  esperado . “Nos já procuramos a prefeitura para a  retirada disto, por  diversas vezes, e até na Câmara  Municipal nós fomos mas os vereadores nos disseram que só podem ajudar depois das eleições”, afirma.

Em nota a prefeitura alega que a instalação dos parkets seguiu todos os critérios legais para sua instalação. O comunicado também ressaltou que eventuais irregularidades serão corrigidas após vistoria.

Leia abaixo a íntegra da nota encaminhada pela PMSP:

“A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano informa que a instalação do parklet citado considerou parâmetros técnicos e urbanísticos, que podem ser consultados na página:http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/parklets-municipais.  Uma equipe da subprefeitura irá ao local na próxima semana para realizar vistoria e inserir a manutenção necessária na programação.  Os serviços de limpeza são realizados três vezes por semana (terça, quintas e sábados) sempre no período da manhã.

 Assistência Social:

 A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) informa que assistentes sociais do Serviço Especializado de Abordagem Social às Pessoas em Situação de Rua (SEAS) abordam esses moradores em situação de rua constantemente, mas nenhum deles aceita encaminhamento para nossos centros de acolhida. No entanto, o trabalho é contínuo e tem como missão convencê-los a deixar as ruas.

A cidade de São Paulo conta com 80 centros de acolhida para moradores em situação de rua, com cerca de dez mil vagas. Nesses locais eles podem tomar banho, alimentar-se, ter acesso a diversos serviços socioassistenciais, lavar suas roupas e pernoitar.

Durante a Operação Baixas Temperaturas, em vigor entre os meses de maio e setembro, a SMADS abriu 16 abrigos emergenciais, que somam mais outras duas mil vagas para acolhimento. Cabe ressaltar que a nossa rede socioassistencial registra por dia, em média, 11 mil acolhimentos – sobram cercam de mil vagas diariamente”.