Moradores de Moema pedem obras para conter enchentes
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Moradores de Moema pedem obras para conter enchentes

Marcel Naves

22 Julho 2016 | 16h44

A esquina das avenidas Ibijaú e Gaivota , conhecido ponto de alagamento do bairro de Moema.

A esquina das avenidas Ibijaú e Gaivota é um conhecido ponto de alagamento do bairro de Moema.

A cada chuva forte, o cruzamento das avenidas Ibijaú e Gaivota, no bairro de Moema, alaga. Um antigo problema que se arrasta há alguns anos sem solução. No último mês de fevereiro uma pancada d’água provocou uma enchente que atingiu vários prédios e alguns moradores de casas próximas acabaram por perder móveis e eletrodomésticos.

A solução encontrada foi a instalação de comportas e bombas hidráulicas nas garagens. As medidas são paliativas e não resolvem o problema. Diante da situação, processos foram abertos junto ao Ministério Publico e constantes pedidos encaminhados à Prefeitura.

A situação ,que se repete anualmente, é atribuída à construção da praça Dr. João Alves Meire. Os proprietários de imóveis dizem  que a obra é irregular, pois cria um paredão naquilo que seria a continuidade da Avenida Ibijaú. Com isto, não há o escoamento necessário.

A gerente de um estabelecimento comercial que não quis se identificar relatou que toda vez que chove forte é uma preocupação. Por cuidado, uma escada garante o acesso ao piso da loja construído pelo menos 1 metro acima do nível da rua. “Nós não temos uma garagem subterrânea, então como a gente está bem acima da rua não temos muita dificuldade”, diz a funcionária.

Durval Gavasini é síndico de um condomínio na rua Gaivota. Ele afirma que já recorreu a todos os órgão possíveis, mas nunca teve suas reivindicações atendidas. “A gente já foi para a Prefeitura, para o Ministério Público, já fizemos abaixo-assinado recorremos à imprensa, mas nada é resolvido. É só conversa”, relata.

Abaixo íntegra da nota divulgada pela prefeitura :

Nota

“A Subprefeitura Vila Mariana informa que realiza constante monitoramento e manutenção nas bocas de lobo da região. Até julho deste ano, 3.617 bocas de lobo foram limpas manualmente e outras 179 de forma mecanizada.” 

Ouça aqui a reportagem