Moradores da zona oeste reclamam da quantidade de pernilongos
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Moradores da zona oeste reclamam da quantidade de pernilongos

Marcel Naves

06 Janeiro 2017 | 18h12

 

A diarista Mariozana Santana usa vários produtos no combate aos pernilongos. Créd.: Marcel Naves/Tirada com moto z play + hasselblad true zoom

A diarista Mariozana Santana usa vários produtos no combate aos pernilongos. Créd.: Marcel Naves/Tirada com moto z play + hasselblad true zoom

A grande quantidade de pernilongos tem preocupado quem reside no Alto de Pinheiros. Os moradores do bairro alegam que em cada casa, todas as noites, são mortos cerca de 50 pernilongos. Um problema que, na medida do possível, tem sido contornado com a utilização de inseticidas, telas e repelentes.

Uma das reclamações mais frequentes é sobre a ausência de ações da prefeitura, como o fumacê. A medida adotada nesta mesma época, em anos anteriores, visava exatamente a borrifação com inseticida de áreas infestadas. No entanto, os proprietários de imóveis relatam que tal prática não tem ocorrido.

Em nota, a Prefeitura informou que é comum que no verão, com a maior incidência de chuvas, e altas temperaturas, a proliferação de mosquitos aumente. O órgão também ressaltou que tem executado periodicamente o tratamento larvário no Rio Pinheiros, e que realiza a aplicação veicular de inseticida para controle de mosquitos adultos.

Antigo hospital

A existência de um prédio na Rua Vitorino de Carvalho, 78, aparentemente abandonado, também tem tirado o sono de muita gente. Para o jornalista Florestan Fernandes, que mora próximo ao local, tratasse de uma situação grave. “Já faz tempo que isto está abandonado, e agora mais uma vez temos a questão do mosquito da dengue. Afinal, quando algo será feito”, questiona.

Lixo e entulho acumulado no antigo hospital Panamericano. Créd.: Marcel Naves/ Tirada com moto z play + hasselblad true zoom.

Lixo e entulho acumulado no antigo hospital Panamericano. Créd.: Marcel Naves/ Tirada com moto z play + hasselblad true zoom.

O antigo Hospital Panamericano pertence ao governo do estado, que desapropriou o terreno em um investimento de R$ 37,2 milhões. Em setembro de 2014, o governador Geraldo Alckmin  disse que haveria um investimento de R$ 50 milhões para a reforma. Atualmente o local está deteriorado, com janelas quebras, pichações e vários pontos com acúmulo de lixo.

Em um comunicado a Secretaria Estadual de Saúde nega que o local esteja abandonado.  De acordo com o informe, a edificação conta com serviços de zeladoria e segurança regularmente. Ainda de acordo com a pasta, está em andamento um novo projeto para a reforma e adequação do espaço físico, com previsão para acabar em junho.

Confira abaixo a íntegra das notas emitidas pela Secretária Estadual de Saúde e Prefeitura de São Paulo.

Secretária de Saúde

“A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que não procede a alegação de que “o antigo Hospital Panamericano está abandonado”. Em julho de 2015, a pasta estadual providenciou a contratação de empresas para prestar os serviços de zeladoria e segurança. Periodicamente, são realizadas limpezas no local e inspeções de agentes técnicos da Secretaria. Além disso, há um posto diuturno para manter a segurança ininterrupta na unidade.

Referente aos relatos de áreas com água acumulada e sacos de lixo na área externa, esclarecemos que ambos os casos são meramente pontuais e temporários, em razão das chuvas dos últimos dias. Ou seja, a situação descrita na reportagem não representa a realidade vivenciada nas dependências do hospital, até porque o recolhimento do lixo descartado é efetuado sistematicamente, assim como a eliminação de criadouros e a varredura de focos do mosquito nas demais áreas.

 Neste momento, está em desenvolvimento o projeto para reforma e adequação do espaço físico, que deve acabar em junho”.

Pmsp

“O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ-SP) esclarece que normalmente no verão, caracterizado por maior incidência de chuvas e altas temperaturas, a proliferação de mosquitos se acentua e aumentam as reclamações no 156 e/ou no SAC da Prefeitura.

Atualmente, o CCZ-SP tem executado periodicamente tratamento larvário no Rio Pinheiros com larvicida biológico e aplicação veicular de inseticida em ultrabaixo volume – UBV para controle de mosquitos adultos em áreas altamente infestadas.

Mediante avaliação técnica prévia, a Prefeitura realiza a aplicação veicular de inseticida em ultrabaixo volume – UBV a frio, erroneamente denominado “fumacê”, para controle de mosquitos adultos em áreas altamente infestadas.

As aplicações de inseticidas em UBV precisam de condições ideais de vento e ausência de chuva para que seja realizada com eficiência, pois o vento dispersa, a chuva lava e dilui o inseticida, reduzindo drasticamente sua ação. Deste modo, não é possível prever a frequência de aplicações em virtude da intermitência das infestações de mosquitos e das variações climáticas peculiares a esta época do ano com pancadas de chuvas e rajadas de vento repentinas.

Cabe informar que, no que tange a mosquitos do gênero Culex, conhecidos por pernilongos, a Prefeitura tem executado periodicamente o controle larvário do Rio Pinheiros com larvicida biológico cuja aplicação depende da remoção periódica da vegetação de lâmina d’água e de talude, cuja competência é da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), empresa estatal vinculada ao Governo do Estado de São Paulo.

As ações de controle larvário no Rio Pinheiros são quinzenais, conforme condições climáticas. Quanto ao controle de mosquitos adultos por aplicação veicular de inseticida em ultrabaixo volume —  UBV a frio, as ações  ocorrem conforme demanda, com prévia avaliação de técnica de viabilidade.

Temperaturas superiores a 25 graus e chuvas propiciam condições favoráveis à proliferação de mosquitos, em especial em locais que permitam acúmulo de água (lajes, calhas e piscinas mal cuidadas, tanques e/ou caixas d’água destampadas além de qualquer recipiente que possa acumular água de chuva), bem como galerias de esgotos entupidas e calhas de córregos parcialmente obstruídos por detritos (formam bolsões de água parada).

A colaboração da população é importante, no sentido de não depositar lixo e entulho em calhas de córregos e galerias de esgoto, bem como evitar o acúmulo de inservíveis e recipientes que podem servir de criadouros de mosquitos.

Recomendações para evitar a infestação e proliferação de mosquitos:

– Limpeza periódica de calhas, rufos, lajes, piscinas, chafarizes, bebedouros de animais e qualquer estrutura que permita acúmulo de água e proliferação de mosquitos;

– Colocação de telas mosquiteiras em portas, janelas e vitrôs;

– Utilização de mosquiteiros sobre camas;

– Colocação de ralos sifonados, munidos de tampa telada, com execução periódica de limpeza;

– Evitar o acúmulo de inservíveis que possam acumular água de chuva e servir de criadouros de mosquitos;

– Vedar adequadamente caixas d’água, fossas e outras estruturas acumuladoras de água, limpando-as periodicamente;

– Manter vasos e floreiras sem pratos de contenção de água de irrigação ou utilizar areia nos mesmos.

Denúncias e Reclamações

As denúncias e reclamações de munícipes, bem como de entidades públicas como privadas, devem ser realizadas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão – SAC, diretamente pelo telefone 156 ou pelo portal da Prefeitura: http://sac.prefeitura.sp.gov.br/, assunto “animais /mosquitos”. Será gerado um número de protocolo automaticamente encaminhado à Supervisão de Vigilância em Saúde (SUVIS) local, que enviará uma equipe até o local para realizar uma avaliação e orientações quanto às medidas de manejo ambiental e/ou controle químico que devem ser realizadas para evitar a presença de mosquitos. O número de protocolo do SAC deve ser anotado, pois será necessário para o acompanhamento do atendimento da demanda”.

Ouça aqui a reportagem.

 

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