Frequentadores denunciam o abandono do  Parque Raposo Tavares
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Frequentadores denunciam o abandono do Parque Raposo Tavares

Marcel Naves

11 Outubro 2016 | 15h15

Sem uma limpeza reguilar, lixo e entulho se acumulam em área interna do Pq. Raposo Tavares.

Sem uma limpeza regular, lixo e entulho se acumulam em área interna do Pq. Raposo Tavares

Inaugurado em 1981, como o primeiro parque da América do Sul construído sobre um aterro sanitário, o Parque Raposo Tavares atualmente está longe de ser um modelo. Os banheiros estão quebrados, há pilhas de lixo por toda a parte, as quadras poliesportivas estão tomadas pelo mato e os quiosques completamente pichados.

Os funcionários existentes não são suficientes para evitar a invasão de algumas áreas. A falta de vigilância facilita o consumo de drogas, que acontece livremente. Para o estudante de psicologia João Alexandre, que passeia com seu cachorro todos os dias pelo local, a questão é que não existe nenhuma fiscalização. “O parque deveria ser um local para a família, mas hoje está sem qualquer condição. É droga e sujeira pra todo lado”, afirma.

O vendedor, Willian Melo que também costuma caminhar pela região relata que sempre procura ficar atento ao lixo. Segundo ele, é comum que garrafas e copos de vidros, quebrados, sejam abandonados. “ A gente tem de tomar muito cuidado, pois nunca se sabe o que está por baixo, por exemplo, de uma folha de jornal”, diz.

Sem vigilância , parte da grade existente na Rua Alberto Astori foi detruída.

Sem vigilância , parte da grade existente entre o Parque Raposo Tavares e a Rua Alberto Astori foi destruída

Outros frequentadores ouvidos por nossa reportagem relatam que o abandono é geral. A dona de casa Marcela Borges, que conhece a região desde que tudo ainda era apenas um lixão, diz que nunca viu um descaso tão grande. O aposentado José Novua Neto também relata que há muitas melhorias a serem feitas. “O que falta aqui é um administrador sério, alguém que de fato faça alguma coisa e não fique apenas olhando”, afirma.

Na área externa do Parque, parte das grades de segurança foi arrancada. A esquina das Ruas Alberto Astori e Domingos Nogueira foi transformada em área de descarte “clandestino” de entulho. Procurada, a prefeitura de São Paulo não se manifestou a respeito.

Ouça aqui a reportagem.