Comerciantes reclamam que Largo do Arouche está abandonado
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Comerciantes reclamam que Largo do Arouche está abandonado

Marcel Naves

16 Dezembro 2016 | 18h24

Largo do Arouche, na região central de São Paulo.

Largo do Arouche, na região central de São Paulo sofre com o abandono e falta de limpeza.

No Lardo do Arouche, na região central de São Paulo é grande a variedade de lojas e consequentemente de produtos ofertados como artigos de couro, eletroeletrônicos e flores. Os preços são convidativos e o acesso fácil, porém o vandalismo e a falta de limpeza preocupam lojistas e frequentadores.

Obras de artistas importantes como Victor Brecheret se encontram depredadas, e os moradores em situação de rua provocam uma série de inconvenientes, á começar pelo lixo deixado na rua. Sergio Luiz Lopes trabalha em uma floricultura, há pelo menos 16 anos e desabafa ao afirmar que está tudo abandonado. “Isso aqui já foi frequentado por muita família, mas hoje está assim, totalmente largado”, disse.

Detalhe da depredação em dos dos bustos existentes no Largo do Arouche.

Detalhe de um dos bustos totalmente depredado no Largo do Arouche.

Erivan Dantas de Oliveira é gerente de um dos mais tradicionais hotéis da região. Para ele, os atuais problemas só poderão ser resolvidos com investimentos em turismo, por isso faz um apelo ao prefeito eleito João Dória. “O Dória tem potencial e começou na Embratur, por isso eu espero que ele possa enxergar o turismo com a mola propulsora deste lugar”, afirma.

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que atua diariamente na região por meio da Secretaria de Assistência Social. O comunicado ressalta ainda que a varrição é feita regularmente, assim como a lavagem.  A Secretaria Municipal de Cultura, por sua vez, informa que os monumentos são limpos num intervalo mínimo de 03 meses.

Leia abaixo a íntegra do comunicado da PMSP.

“Assistência Social

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) atua diariamente na região por meio de orientadores sociais do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS). As ações são preventivas e durante as abordagens são oferecidos encaminhamentos para os serviços da rede socioassistencial como Centros de Acolhida. A aceitação é facultativa. Porém, o trabalho é permanente e sempre com a missão de convencê-los a deixar as ruas.

Acolhimento

Trabalhando com uma lógica de inclusão e acolhimento a gestão Fernando Haddad criou mais de duas mil  novas vagas para o acolhimento da população em situação rua com novas modalidades de acolhimento para atender famílias, imigrantes e transexuais. Atualmente a rede socioassistencial conta com 80 Centros de Acolhida que juntos disponibilizam cerca de 10 mil vagas. 

Zeladoria

A Subprefeitura Sé informa que os serviços de varrição e coleta de resíduos são executados diariamente no local, em três períodos: manhã, tarde e noite. A área também é lavada diariamente.

 A Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Departamento do Patrimônio Histórico, informa que os monumentos passam por limpeza periódica com intervalo mínimo de 3 meses”.