Interlagos tem calçadas intransitáveis
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Interlagos tem calçadas intransitáveis

Marcel Naves

11 Julho 2016 | 19h09

Vegetação restringe utilização de calçada da av. Interlagos, na altura do n. 1.500.

Vegetação restringe utilização de calçada da av. Interlagos, na altura do n. 1.500

Praticamente em toda a extensão da Avenida Interlagos há obstáculos que impedem o pedestre de circular pela calçada. São buracos, árvores caídas e lixo, que geram situação insustentável nos dias de chuva. À altura do número 1.500 não há acessibilidade e  muitas esquinas não possuem sequer guias rebaixadas, que possibilitem  o acesso de cadeirantes.

A conservação dos passeios é de responsabilidade do proprietário de cada imóvel, todavia diante da falta de fiscalização é comum que muitos comerciantes não apenas deixem de realizar os reparos, mas também passem a utilizar o espaço de maneira irregular. É comum as pessoas circularem pela via e terem de dividir espaço com mesinhas e até móveis rústicos colocados à venda.

A aposentada Gecilda da Silva conta que sofreu uma grave queda em 2014 e até hoje o local do acidente não foi regularizado. Em decorrência do tombo ela sofreu uma fratura no cotovelo que a obrigou a colocar uma prótese. “Eu hoje vivo com medo de circular nas calçadas, pois vejo que nada mudou! Eu ainda tive condições de me cuidar, mas e quem não tem? Como fica esta situação?”, pergunta.

Em dias de chuva o quadro fica ainda pior. Os buracos acabam sendo cobertos pela água e o cimento, somado ao lixo, fica extremamente escorregadio. A fim de evitar maiores transtornos muitas pessoas acabam  se arriscando ao utilizar a faixa exclusiva de ônibus.

Em um comunicado a Prefeitura disse que fará uma nova vistoria na região, e se for de sua competência fará os reparos necessários. Quanto á ausência de fiscalização o órgão ainda fará um levantamento das ocorrências recebidas.

Leia abaixo íntegra da nota da PMSP.

“A Subprefeitura Santo Amaro informa que em relação aos buracos será feita vistoria no local nesta terça-feira (12) e, se for de atribuição da subprefeitura, os serviços serão incluídos na programação.
Quanto à fiscalização das calçadas, será feito um levantamento das ocorrências recebidas.
Informações complementares
A responsabilidade pela manutenção dos passeios, de acordo com as normas de acessibilidade vigentes, cabe ao proprietário ou locatário do local que faz frente à calçada. O objetivo da atualização da lei sobre os passeios, nº 15.733, de maio de 2013, foi o de orientar o cidadão sobre como deve ser uma calçada acessível e o de conscientizar a população sobre a importância da adequação das calçadas para a mobilidade dos pedestres, antes da aplicação de qualquer penalidade, como uma multa.
Assim, pela nova legislação, os responsáveis são notificados da necessidade de reparos no passeio e têm prazo de 60 dias para efetuá-los, antes que a notificação seja convertida em multa. Se o reparo for feito e comunicado à subprefeitura no prazo previsto, a multa é cancelada. Os valores arrecadados das multas são destinados ao Tesouro Público Municipal.
Além da programação de serviços e as denúncias feitas pelo 156, cada subprefeitura possui uma equipe de fiscalização que realiza vistorias periódicas em calçadas. As irregularidades mais encontradas nos passeios são buracos, degraus, inclinações, piso com material pouco aderente e obstáculos como lixo e mobiliário urbano. Essas vistorias são feitas de acordo com o cronograma ou por meio de reclamações e denúncias dos munícipes. Após vistoria, se constatada necessidade de alguma intervenção, se o local for público, entra na programação da subprefeitura; se for particular, o proprietário é notificado”.

Ouça aqui a reportagem: