Sujeira e lixo incomodam frequentadores do Parque Trianon
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Sujeira e lixo incomodam frequentadores do Parque Trianon

Marcel Naves

17 Agosto 2016 | 17h42

Ralo com grade danificada em um das alamedas do parque Trianon.

Ralo com grade danificada em uma das alamedas do parque Trianon.

Nas alamedas do parque Cel. Siqueira Campos, o Trianon,  as pedras de mosaico português cederam espaço para os buracos.  Os banheiros ficam fechados no período da manhã. As lixeiras transbordam, e o mau cheiro vindo do entorno torna determinadas áreas quase impossíveis de serem frequentadas. Mas estes são apenas alguns dos muitos problemas constatados pela reportagem da rádio estadão.

Os mais antigos garantem que a vegetação está desaparecendo aos poucos. Desde 1973 o seu Jairo, que prefere não ser identificado, diz que costuma passear no Trianon. Ele garante que antes existiam mais plantas. “Antigamente a gente não conseguia ver sequer o outro lado da rua, mas hoje onde a gente estiver dá pra ver tudo, até do outro lado”, afirma.

Em nota, a prefeitura negou haver irregularidades e afirmou  que os serviços de manutenção e prevenção são feitos regularmente.  Quanto ao fechamento dos banheiros, o comunicado justificou a interdição em virtude da realização de reparos.

Abaixo segue a íntegra da nota encaminhada pela PMSP:

“O parque do Trianon conta com dois banheiros, sendo um masculino e um feminino, que acabaram de passar por reparos e são limpos regularmente. O local citado como piso é parte de um mosaico especial existente no parque, que tem  peças encaixadas com areia, trabalho manual feito diariamente.
As interferências feitas na sede administrativa foram autorizadas pelos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico, visto que o parque é tombado. A vegetação existente no interior do parque é preservada. Replantio ou substituições de mudas seguem cronograma determinado pelos técnicos da SVMA, respeitando as espécies existentes.
As folhas caídas não devem ser consideradas como lixo. Trata-se de um processo natural da planta, que recebe menos sol e nutrientes no inverno e reserva energia para a primavera e verão, quando nascem novas folhas.  No Trianon, que possui um dossel alto de árvores antigas, principalmente nativas de Mata Atlântica, há ainda uma integração entre as espécies que formam o ecossistema: as árvores altas perdem folhas para que as plantas novas recebam mais sol. As folhas são especialmente importantes  também para nutrir o solo, pela decomposição natural. No Trianon, as folhas que caem  nos passeios e caminhos abertos ao público são recolhidas e espalhadas entre as árvores que formam o bosque”.
Ouça aqui a reportagem: